Bahia e Portugal se unem em Programa de Requalificação de Patrimônio Cultural

/ Bahia

Vice-governador Leão discursa em evento. Foto: Elói Corrêa

Um dos estados brasileiros com maior patrimônio cultural edificado do País, a Bahia se une a Portugal para a recuperação de prédios e edifícios históricos através do Programa de Requalificação de Patrimônio Cultural Edificado, com integração ao programa português Revive. Para alinhar as ações que vão proporcionar a recuperação e a cessão, para a iniciativa privada, de prédios históricos de propriedade do Governo do Estado e de governos municipais, uma reunião discutiu iniciativas que nortearão as políticas públicas e as parcerias público-privadas que possibilitarão, por exemplo, a transformação do Palácio Rio Branco em um hotel.

Para o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico João Leão, o Programa Revive traz para a Bahia muita esperança. ”Nós estivemos em Portugal, fazendo uma vistoria do Programa Revive. Lá nós encontramos hoteis maravilhosos funcionando em prédios que estavam abandonados, e aqui nós temos alguns exemplos. Já temos algumas grandes empresas internacionais, especialmente do setor hoteleiro, interessadas. Com isso podemos, em vez de ter despesas para preservar o patrimônio, aumentar a receita, por meio da cessão remunerada, contribuindo ainda para a geração de emprego e renda”, afirmou.

O secretário do Turismo, Fausto Franco, destaca o funcionamento do projeto. ”Portugal hoje é um grande case de sucesso no Turismo. Então, estamos reunindo os governos do Estado e Federal, para que possamos colocar em prática esse exemplo que é pegar os sítios históricos abandonados ou subutilizados e transformá-los em equipamentos turísticos, não só na capital, como também no interior, especialmente no Recôncavo. O Turismo é uma forma muito rápida de gerar emprego e renda, e cabe a nós viabilizarmos essas estruturas para que de fato a iniciativa privada possa tocar esses projetos. Essa reunião hoje é inclusive mais técnica para orientar como é que isso vai acontecer, por meio do governo português, que viabiliza convênios com empresas européias para financiar esses empreendimentos”.

O funcionamento das parcerias será definido durante reunião, como explica o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (Ipac), João Carlos Oliveira. ”O objetivo, de uma forma geral, é dar viabilidade de recuperação a monumentos e patrimônios históricos que estejam abandonados ou em avançado estado de degradação. Com isso, o investidor privado que promover a recuperação poderá fazer a gestão do equipamento durante 50 anos, por meio de uma cessão onerosa, além da recuperação do patrimônio”.

Mais de 9 milhões de linhas pré-pagas de celular podem ser canceladas até dia 18

/ Tecnologia

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou que 9.653.290 celulares pré-pagos habilitados na Bahia terão as suas linhas canceladas até o próximo dia 18 de novembro. O número engloba as linhas de cinco códigos diferentes (71, 73, 74, 75 e 77), e participam da terceira fase do Projeto Cadastro Pré-Pago que visa atualizar as informações cadastrais dos usuários desse tipo de serviço.

No projeto, as operadoras realizam contato com os titulares de linhas móveis pré-pagas alertando sobre a necessidade de atualização dos dados cadastrais. Esta comunicação pode ser feita por mensagem de texto (SMS), voicer (chamada de voz gravada), ligações, pop-ups nas telas dos celulares, entre outros.

O consumidor que receber o contato da prestadora precisará informar o nome completo e endereço. Além disso, no caso de pessoa física, deve informar o número do CPF/carteira de Identidade e, de pessoa jurídica, o CNPJ. Caso o consumidor receba a notificação e não realize a atualização cadastral, terá sua linha móvel pré-paga bloqueada.

Concluído o prazo de cadastramento, a Anatel disponibilizará em seu site na internet informações relativas ao quantitativo de cadastros irregulares de usuários pré-pagos existentes no estado do Bahia, quantas linhas foram bloqueadas, o quantitativo de cadastros atualizados e o percentual de atualização cadastral alcançado com o projeto.

As duas primeira fases do projeto, que já foram encerradas, englobaram linhas dos seguintes estados: Goiás, Mato Grosso do Sul, Acre, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Nesses estados, o projeto identificou menos de 0,5% de cadastro irregulares, ao final das etapas de recadastramento.

Maioria dos consumidores vai comprar presente de Natal pela internet, diz pesquisa do PwC

/ Economia

A quantidade de consumidores que pretendem comprar os presentes para as festas de final de ano pela internet (54%) este ano vai superar o número daqueles que vão optar em comprar na loja (46%).

Isso é o que mostra uma pesquisa feita pela PwC, que aponta as tendências de consumo voltadas para os festejos de final de ano, incluindo a Black Friday e o Natal.

Segundo a pesquisa, este ano o comportamento do consumidor para compra via e-commerce também muda de acordo com a faixa etária. Os jovens apresentam preferência pelo uso de smarthphone ao invés de computadores – 22% dos compradores da Geração Y (24 a 37 anos) optam pela experiência mobile, seguidos da Geração Z (17 a 23 anos), com 19%.

Já para aqueles nascidos entre as décadas de 1940 e 1960, a escolha se dá pelo uso do desktop, com 36%, versus 6% dos que optam pela compra via smartphone para essa faixa etária.

Experiência de compra – Quando os consumidores escolhem pela ida até à loja, normalmente vão em busca de uma experiência de compra que compense o esforço.

Dessa forma, as conexões pessoais que surgem a partir daí são consideradas ideais quando combinadas com momentos gastronômicos e de entretenimento, especialmente se forem desfrutados ao lado de amigos e familiares.

Por isso que 60% dos consumidores na faixa dos 24 a 27 anos saem de casa em busca de uma experiência superior de compra. Quando se analisa aqueles entre 28 a 32 anos, o desejo por essa experiência fica em 44%, enquanto na faixa de 33 a 37 anos, a porcentagem é de 50%.

A maior parte dos consumidores também prefere fazer compras em um local que possua restaurantes, cinemas e outras opções de entretenimento. Essa afirmação é verdade para 51% dos entrevistados na faixa dos 24 a 27 anos, 45% para quem possui 28 a 32 anos e, por fim, 53% para quem tem 33 a 37 anos.

De janeiro a outubro de 2019, Jornal Nacional aumenta audiência em mais de 10%

/ Imprensa

Bonner é um dos apresentadores do JN. Foto: TV Globo

Alvo de políticos de diferentes correntes ideológicas, o ”Jornal Nacional” aumentou sua audiência em mais de 10% em outubro, comparado ao mês de janeiro.

Segundo dados publicados pelo colunista Ricardo Feltrin, do UOL, o JN fechou o mês passado com 29 pontos de média no Painel Nacional de Televisão da Kantar Ibope Media.

No primeiro mês do ano, este índice era de 26 pontos. No PNT cada ponto vale por 254 mil domicílios, cada um com uma média estimada de três moradores.

Se levado em consideração todo o Brasil, o telejornal apresentado por William Bonner e Renata Vasconcellos é assistido por cinco pessoas entre as 10 que estão vendo televisão no horário de sua exibição.

Em Salvador, vice-presidente faz críticas aos governos petistas, mas não comenta soltura de Lula

/ Política

Hamilton Mourão durante entrevista. Foto: Romério Cunha

Em solo soteropolitano, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, em discurso durante palestra na Fecomércio, em evento intitulado  ”Brasil: Futuro Econômico”, não deixou de tecer críticas aos governos dos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos petistas e principais adversários da gestão que integra. Ele, no entanto, não comentou a soltura do ex-presidente, na última sexta-feira (9).

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vetou a prisão pós-condenação em segunda instância, o vice-presidente da República, questionou o Estado do Direito do Brasil e, ainda que nas entrelinhas, criticou a decisão da Corte Suprema. ”O Estado de Direito é um dos pilares da nossa civilização, assegurando que a lei seja aplicada igualmente a todos. Mas, hoje, dia 8 de novembro de 2019, cabe perguntar: onde está o Estado de Direito no Brasil? Ao sabor da política?’, publicou o general na ocasião.

Hoje ele não deixou de pregar que o populismo seria o causador da corrupção no país. ”O populismo planta hoje uma mentira doce para depois colher a verdade amarga. As desonerações, a redução de juros por decreto, os subsídios e os implícitos que é dinheiro entregue na mão do BNDES. Esse recurso é tomado a 15% no mercado e emprestado a meia-dúzia para os campeões nacionais[termo utilizado para empresas que ganharam gordos empréstimos do BNDES]”, disse.

Mourão ainda atribuiu o impeachment da ex-presidente Dilma à ”portabilidade criativa que, conforme ele, levou atraso dos pagamentos”. ”Uso dos bancos estatais para cobrir e maquiar o déficit fiscal, aumentado a dívida pública e as famosas pedaladas. Esse pacote deixou na seguinte situação: Estamos no sexto ano no vermelho”, pontuou. Mourão deixou o evento sem falar com a imprensa.

Em balanço de 300 dias, governo infla medidas, usa dados incorretos e faz panfleto ideológico

/ Brasília

Bolsonaro faz balanço do seu governo. Foto: Alan Santos

Na celebração dos 300 dias da gestão de Jair Bolsonaro (PSL), o governo divulgou um balanço que apresenta, entre as medidas, ações superdimensionadas, informações que divergem de dados divulgados por órgãos oficiais e trechos com abordagem ideológica. A cerimônia reuniu autoridades no Palácio do Planalto, na terça-feira (5), para discurso de Bolsonaro e assinatura de projetos.

No evento, a Presidência distribuiu à imprensa um documento intitulado “300 Dias Recuperando a Confiança”. Logo na abertura do balanço, a equipe de Bolsonaro afirma que “os escândalos de corrupção sumiram do Palácio do Planalto e dos noticiários”. Desde o início do governo, os aliados do presidente e um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), são alvo de investigações sobre ilegalidades.

Em outubro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi denunciado à Justiça por caixa dois eleitoral, apropriação indébita de recursos e associação criminosa. A investigação do caso, revelado pela Folha, apontou ser ele o chefe de um esquema de candidaturas de laranjas no PSL, partido de Bolsonaro. O presidente decidiu mantê-lo no cargo.

Em fevereiro, o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, foi demitido por envolvimento no mesmo escândalo.

Flávio foi apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como possível envolvido em um esquema de “rachadinha”, desvio de parte dos salários de servidores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. A investigação está suspensa por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Na área ambiental, o levantamento sustenta ter havido “redução das queimadas no Brasil entre janeiro e agosto”. O documento não apresenta nenhum número. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão federal que faz esse tipo de monitoramento, mostram o contrário. Relatório do Programa Queimadas, mantido pelo instituto, diz que o aumento no número de focos foi de 71% e é, “sem dúvida, expressivo”.

Para a diretora de Ciência do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Ane Alencar, a postura do governo na área ambiental, ao questionar dados oficiais e denunciar uma suposta indústria de multas, contribuiu para o problema. “Isso tudo leva o produtor e o grileiro a achar que está liberado [para desmatar].” Folha de S.Paulo

Toffoli reage ao discurso de Lula, critica radicalismo e diz que ”judiciário saberá agir”

/ Justiça

Presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Foto: Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, reagiu na noite deste domingo aos discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, após ser solto na última sexta-feira, 8, tem convocado a esquerda a confrontar instituições consolidadas no País.

“O Judiciário e a Justiça são feitos para a pacificação social. Se alguém quer se valer da Justiça para uma luta social, não vai conseguir. A Justiça não tolerará uma crise institucional e saberá agir a tempo e a hora”, afirmou, sem mencionar nomes.

Para Dias Toffoli, “radicalismo não leva a lugar nenhum. O que se espera é que as pessoas tenham serenidade e pensem no Brasil”. O presidente do Supremo declarou, ainda, que “a nação brasileira é devedora das Forças Armadas para a construção do Brasil e para a unidade nacional, assim como o Judiciário”. E completou: “O Judiciário saberá agir no momento certo”.

Toffoli deu, na última semana, o voto de minerva que permitiu a presos condenados, como Lula, aguardarem em liberdade até que todos os seus recursos sejam julgados pela Justiça, o que pode levar anos. A decisão mudou entendimento anterior da Corte pelo qual era possível o cumprimento da pena a partir da condenação em segunda instância.

Desde o julgamento do Supremo, na última semana, além de Lula foram soltos vários outros presos pela Operação Lava Jato. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu.

Lula fez dois discursos após deixar a prisão nos quais criticou as instituições brasileiras. Num deles, disse que foi condenado pelo “lado podre do Estado brasileiro, o lado podre da Justiça, o lado podre do Ministério Público, o lado podre da Receita Federal, o lado podre da Polícia Federal, que trabalharam para tentar criminalizar o PT, criminalizar o Lula.”

José Dirceu, com que Lula se encontrou horas após os dois serem soltos na sexta-feira, também incitou os “esquerdistas” a saírem do imobilismo. “Estou de novo na trincheira da luta. Agora não é mais do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil. Nós somos petistas, de esquerda e socialistas”, convocou. Os discursos animaram a militância nas redes sociais.

As manifestações realizadas pelo PT e os demais partidos que apoiam Lula causaram enorme preocupação nas Forças Armadas, que temem um enfrentamento que fuja ao controle, provocando caos na ordem pública. O governo está acompanhando atentamente a todas as mobilizações previstas para evitar que se repitam no Brasil protestos radicais como acontecem em países vizinhos.