Diretor do Inpe critica o presidente Bolsonaro sobre desmatamento: ”Atitude pusilânime, covarde”

/ Brasília

Ricardo Magnus Galvão critica Bolsonaro. Foto: Reprodução

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Magnus Galvão, afirmou que declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro sobre desmatamento na Amazônia mais parecem ”conversa de botequim”. Em café da manhã na última sexta-feira (19) com jornalistas estrangeiros, o chefe do Palácio do Planalto disse que os dados do órgão são mentirosos e acusou o diretor do Inpe de estar ”a serviço de alguma ONG”.

”Até mandei ver quem é o cara que está a frente do Inepe para vir se explicar aqui em Brasília, explicar esses dados aí que passaram na imprensa”, declarou o presidente, na ocasião.

”A primeira coisa que eu posso dizer é que o sr. Jair Bolsonaro precisa entender que um presidente da República não pode falar em público, principalmente em uma entrevista coletiva para a imprensa, como se estivesse em uma conversa de botequim. Ele fez comentários impróprios e sem nenhum embasamento e fez ataques inaceitáveis não somente a mim, mas a pessoas que trabalham pela ciência desse país”, respondeu Galvão, em entrevista à Época.

”Ele tomou uma atitude pusilânime, covarde, de fazer uma declaração em público talvez esperando que peça demissão, mas eu não vou fazer isso. Eu espero que ele me chame a Brasília para eu explicar o dado e que ele tenha coragem de repetir, olhando frente a frente, nos meus olhos”, acrescentou o diretor do Inpe.

Carlos Miguel deixa o 8º GBM em Jequié promovido para o Comando de Operações em Feira de Santana

/ Jequié

Coronel Carlos Miguel deixa o 8º GBM. Foto: Blog Marcos Frahm

O Diário Oficial do Estado-DOU de ontem, sábado (20), trouxe uma série de Decretos Simples, assinados pelo governador Rui Costa, com mudanças em postos de comando na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar, da capital e interior, que integram a estrutura da Segurança Pública da Bahia.

Dentre as mudanças publicadas, consta a nomeação do Coronel BM Carlos Miguel de Almeida Filho, para o cargo de Comandante de Operações de Bombeiros Militares do Interior, com sede em Feira de Santana. Para o Comando do 8º GBM de Jequié, foi nomeado o Major BM Cleber Pacheco Bahia, que exercia cargo de Subcomandante no 7º Grupamento de Bombeiros Militares, em Vitória da Conquista.

Também foi publicada mudança no Subcomando do 8º GBM/Jequié, sendo nomeado para o cargo o Capitão BM Tadeu Gomes Pereira, que estava na coordenação do 5º GBM de Ilhéus; o Major BM Alex Ricardo Santana Fonseca, deixa o Sub Comando dos Bombeiros em Jequié e assume o Comando do 14º GBM, no município de Madre de Deus. *Do Jequié Repórter

Jair em crise com os paraíbas

/ Artigos

Depois de o presidente Bolsonaro ter chamado os governadores nordestinos de ‘paraíbas’, uma expressão jocosa que povo lá de São Paulo usa para externar uma suposta superioridade sobre os nordestinos, o foco das atenções vira-se para Vitória da Conquista.

Bolsonaro diz que se referiu especificamente a Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão. Ganhou as críticas do general Luis Rocha Paiva, a quem ele chamou de ‘general melancia’ (verde por fora, vermelho por dentro).

Lá, nesta terça-feira, na sua segunda viagem ao Nordeste (a primeira foi em maio, em Recife, para uma reunião da Sudene), ele vai inaugurar o Aeroporto Glauber Rocha, por si só motivo de polêmicas, justo nesse momento.

A obra foi construída pelo governo do Estado com recursos federais, mas o prefeito Herzem Gusmão, que é do MDB, mandou tirar todas as placas feitas pelo governo estadual alusivas ao evento.

O senador Otto Alencar (PSD) diz que Bolsonaro não botou nem R$ 1 lá. Mas mesmo assim julga-se dono da paternidade da criança, e Rui Costa está sendo pressionado a não ir.

Vai dar um bom caldo.

*Por Levi Vasconcelos, jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde. 

Com um homem a menos, Bahia fica no 0x0 com o Cruzeiro na Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro

/ Esporte

Artur em lance com Cacá, do Cruzeiro. Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O empate em 0x0 com o Cruzeiro na Fonte Nova, neste sábado (20), pela 11ª rodada do Brasileirão, acabou sendo um bom resultado para o Bahia diante das circunstâncias. Isso porque o Esquadrão jogou o segundo tempo inteiro com um atleta a menos. Arthur Caíke foi expulso aos 43 minutos da primeira etapa.

Essa foi a sexta partida consecutiva do tricolor sem vencer. Foram duas pela Copa do Brasil – uma derrota em casa e um empate fora contra o Grêmio – e quatro pela Série A – derrotas para Internacional, fora, e Santos, em casa, e empates contra Cruzeiro, na Fonte, e Ceará, em Fortaleza.

O Bahia chegou a 15 pontos no campeonato, momentaneamento em 10º lugar. O time volta a campo no dia 28, às 11h, contra a Chapecoense, fora de casa. O Cruzeiro foi a 10 pontos e deixou a zona de rebaixamento, em 16º lugar. A rodada terá mais jogos neste sábado, no domingo e na segunda-feira. *Correio

 

Saúde: Estudo revela que 80% dos diabéticos podem ter doenças cardiovasculares

/ Saúde

Um estudo realizado pelo EndoDebate em parceria com a Revista Saúde, mostrou que 80% das pessoas com diabetes tipo 2 apresentam indícios de comprometimento cardiovascular. Mais da metade (52%) indicam pelo menos dois destes sintomas: tontura, dores no peito e nas pernas, falta de ar e palpitações.

Intitulado ”Quando o Diabetes Toca o Coração”, o estudo foi lançado em junho pelo laboratório Novo Nordisk e divulgado nesta semana. A pesquisa entrevistou 1.439 pessoas com e sem diabetes tipo 2, com idade entre 47 e 55 anos.

O levantamento mostrou que 64% dos diabéticos não seguem rigorosamente o tratamento e apenas 48% dos pacientes consideram a doença muito grave. O diabetes aparece atrás do câncer (92%), do acidente vascular cerebral (79%), do infarto (75%), do mal de Alzheimer (74%), da insuficiência renal (70%) e da insuficiência cardíaca (56%).

”A atenção ao coração é um dos grandes desafios no segmento do paciente com diabetes. Temos objetivos desafiadores no século 21 que vão além do controle da glicose no sangue, fundamental para o tratamento do diabetes tipo 2. Tudo isso passa também por reduzir o peso e o risco de hipoglicemia e umentar a segurança do ponto de vista cardiovascular”, disse o médico endocrinologista e fundador do EndoDebate, evento que ocorre até hoje (20) na capital paulista, Carlos Eduardo Barra Couri.