Ameaçado por Bolsonaro, José de Abreu deve pedir habeas corpus antes de voltar ao Brasil

/ Política

O ator Abreu se autoproclamou presidente. Foto: Divulgação

Após ser ameaçado no Twitter pelo presidente Jair Bolsonaro, o ator José de Abreu quer pedir um habeas corpus preventivo antes de chegar ao Brasil, o que deve ocorrer nessa sexta-feira (8), segundo informações de Mônica Bergamo, colunista da Folha. Abreu se autoproclamou presidente do Brasil no final de fevereiro, a fim de ironizar Juan Guiadó, que fez o mesmo na Venezuela. Segundo a agenda do ator, ele retorna às telonas em maio, para uma nova novela da Globo. José de Abreu despertou a ira de Bolsonaro após chamá-lo de fascista em conversação no Twitter. Em resposta, o presidente prometeu processá-lo.

Candidata do PSL revela que ministro a chamou para ser laranja e desviar dinheiro da campanha

/ Política

Ministro do Turismo vira alvo de denúncias. Foto: Reprodução

Candidata à deputada estadual, Zuleide Oliveira revelou que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a chamou pessoalmente para ser uma candidata laranja na eleição de 2018, com o compromisso de que ela devolvesse ao partido parte do dinheiro público do fundo eleitoral. Segundo o jornal Folha de São Paulo, Zuleide chegou a fazer uma denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), em 19 de setembro, mas obteve apenas uma resposta protocolar da Justiça Eleitoral. ”Eu não entendia de nada, eles que fizeram tudo [para registrar a candidatura], eu não tirei uma certidão minha, eles tiraram por lá, eu só enviei meu documento e eles fizeram tudo. Acredito, sim, que fui mais uma candidata-laranja, porque assinei toda a documentação que era necessária e não tive conhecimento de nada que eu estava fazendo (…) Fui usada, a minha candidatura foi usada para fazer parte de uma lavagem de dinheiro do partido”, afirmou Zuleide, em entrevista à publicação. O ministro negou irregularidades e disse ter cumprido rigorosamente a lei.

”Liberdade só existe quando as Forças Armadas assim o quiserem”, afirma Jair Bolsonaro

/ Brasília

Bolsonaro mergulha em polêmicas na rede social. Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta quinta-feira, 7 durante cerimônia dos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais, que governará ao lado das “pessoas de bem”, “daqueles que amam a Pátria”. O presidente completou sua mensagem com a declaração de que só existe democracia e liberdade quando as Forças Armadas assim o quiserem. Segundo Bolsonaro, a missão de governar o País “será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a Pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que tem ideologia semelhantes à nossa, daqueles que amam a democracia e a liberdade”. O presidente finalizou o curto discurso dizendo que só existe “democracia e liberdade quando a Força Armada assim o quer”. O presidente seguirá às 14h do Rio para Brasília e não há previsão de que vá atender à imprensa. A fala de Bolsonaro ocorreu na esteira do polêmico tuíte sobre o carnaval divulgado na terça-feira, 5. A postagem do presidente – que trazia um vídeo com imagens obscenas e escatológicas – levantou críticas até de aliados e teve repercussão internacional.

”Ele está sendo mal interpretado”, diz Mourão o vice-presidente sobre fala de Bolsonaro

/ Política

Hamilton Mourão sai na defesa de Bolsonaro. Foto: Reprodução

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira, 7, que o presidente Jair Bolsonaro foi “mal interpretado” ao dizer que democracia e liberdade só existem quando as Forças Armadas assim o querem. Segundo Mourão, a frase não tem tom ameaçador, como foi visto por alguns, e, sim, faz referência ao caso de países como a Venezuela. Ao chegar ao Planalto após o almoço, Mourão falou, bem-humorado, que já sabia o que os jornalistas queriam perguntar e tratou logo de tentar esclarecer a polêmica. “Eu já sei qual é o assunto e vou dizer muito claramente o que o presidente quis dizer. Ele está sendo mal interpretado. O presidente falou que onde as Forças Armadas não estão comprometidas com democracia e liberdade, esses valores morrem. É o que acontece na Venezuela. Lá, infelizmente as Forças Armadas venezuelanas rasgaram isso aí”, disse Mourão a jornalistas. Para o vice, foi “exatamente isso que o presidente quis dizer”. Questionado se concorda com a afirmação de Bolsonaro, Mourão respondeu que, “se as Forças Armadas não são comprometidas com democracia e liberdade, elas não subsistem”. “Está aí a Venezuela para mostrar”, reforçou. Ao ser indagado sobre as críticas que têm recebido de um dos gurus do governo, o filósofo Olavo de Carvalho, Mourão desconversou e mandou um “beijinho”. O vice-presidente também evitou comentar o vídeo compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro com cenas obscenas que associou aos blocos de carnaval. Na quarta, o Planalto soltou uma nota para dizer que o presidente não quis criticar o carnaval de forma genérica. “Sobre isso eu não vou comentar”, afirmou o vice.

Usuários do Twitter pedem impeachments do presidente Jair Bolsonaro e Gilmar Mendes

/ Política

O termo “impeachment” voltou a pautar as principais discussões dos brasileiros do Twitter. Nesta quinta-feira, 7, a expressão aparece associada ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Usuários no campo da oposição ao governo Bolsonaro começaram a pedir pelo impeachment desde a quarta-feira, 6, tão logo o jurista Miguel Reale Jr. avaliou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que o tuíte com conteúdo obsceno publicado por Bolsonaro é motivo suficiente para um pedido de impeachment. Para o jurista, que já foi ministro da Justiça e também um dos autores do pedido que levou à cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o tuíte de Bolsonaro se enquadra como “falta de decoro”. Defensores da hashtag #bolsonaroIMPEACHMENT têm relembrado as polêmicas que envolvem Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e as denúncias recentes envolvendo candidaturas laranja no PSL de Minas Gerais e de Pernambuco. A hashtag #ImpeachmentGilmarMendes também está entre os assuntos mais comentados do Twitter brasileiro. Na quarta, a Operação Lava Jato pediu que o ministro do STF seja afastado das ações movidas contra o operador do PSDB Paulo Vieira de Souza e contra o ex-chanceler e ex-senador tucano Aloysio Nunes. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há indícios de envolvimento pessoal de Gilmar Mendes com Vieira e com Nunes. Estadão

”Primeira vez que ele tinha ido no Carnaval”, diz tia de jovem morto no Campo Grande

/ Bahia

Suspeito de cometer o crime será apresentado. Foto: Secom

Um dos doze baleados no Carnaval de Salvador teve morte cerebral confirmada no início do tarde da quarta-feira (6). O mecânico Jeferson Almeida, 21 anos, foi atingido quando assistia a apresentação da banda Olodum, no Circuito Osmar, no Campo Grande, em Salvador. De acordo com tia da vítima, Marileide Almeida, o sobrinho começou a dar os primeiros sinais de falecimento na manhã da quarta. ”A mãe, Joice, viu que o nariz dele estava sangrando de manhã e perguntou ao médico, mas ninguém confirmou. De tarde, eles avisaram da morte cerebral”, afirmou ela ao bahia.ba. Ainda segundo Marileide, o sobrinho participava pela primeira vez da festa. ”Ele nunca foi de brincar Carnaval, porque preferia ir para o interior. Foi a primeira vez que ele foi pular. É muita tristeza perder um pessoa dessa maneira. Minha irmã está arrasada desde ontem”, contou a tia da vítima. Jeferson, que é de Acupe, distrito de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, morava no bairro do Vasco da Gama, em Salvador. A vítima deixa uma filha de um ano e sete meses. Ele vai ser enterrado em sua cidade natal na tarde desta quinta-feira (7).

SSP contabiliza morte

A Secretária de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP) disse ao bahia.ba que vai contabilizar o caso de Jeferson. A princípio, a pasta tinha divulgado que não tinha ocorrido nenhuma morte na folia. O suspeito de ter cometido o crime, Edmilson Silva dos Santos Júnior, será apresentado nesta quinta-feira (7), às 11h, na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

Equívoco do Judiciário ameaça patrimônio da Bahia com leilão do Grande Hotel de Juazeiro

/ Justiça

O Estado da Bahia sofre risco de dilapidação de seu patrimônio em leilão judicial que ocorrerá até o dia 11 de março de 2019, submetendo o Grande Hotel de Juazeiro a um processo equivocado e relâmpago de liquidação. De acordo com o que foi apurado, e documentos fornecidos pela empresa Lazemtur, que opera o empreendimento hoteleiro desde 1972, o referido equipamento hoteleiro fora nomeado conjuntamente com outros bens, para garantir pagamento de dívida antiga da Bahiatursa com a empresa TGF Arquitetos LTDA, do arquiteto Fernando Frank. Todavia, o imóvel não é da Bahiatursa e sim do Estado da Bahia, segundo documentação do cartório de imóveis de Juazeiro (registro imobiliário nº 15.962 e registros subsequentes). É da Bahiatursa apenas o direito de exploração e uso do bem na condição de concessionária, sendo o adquirente do imóvel, para construção do Hotel, o Estado da Bahia, conforme o Decreto Estadual nº 21.525 de 24 de outubro de 1969, situação esta que se prolonga até os dias atuais. Apurou-se ainda que, ao longo dos anos, não existiu qualquer ato formal e legal (Lei Estadual ou Autorização da Assembléia do Estado) consistindo na desafetação do citado bem público, autorizando a transferência do patrimônio do Estado da Bahia para a empresa Bahiatursa, que permita dar o patrimônio – de natureza pública – como garantia para fins de saldar divida com terceiros.

Segundo Francisco Pedro Lazar, sócio-presidente da Lazemtur, o leilão de um bem do Estado para saldar dívida antiga de outra empresa, a Bahiatursa, é arbitrário e está passando desapercebido pelas autoridades estaduais, pondo em risco não só um bem comum, como também o direito privado da empresa que honra há décadas com suas obrigações contratuais com o Estado, contribuindo com um importante papel de apoio ao desenvolvimento socioeconômico da região do Vale do São Francisco. “Não estamos conseguindo compreender a urgência repentina desta liquidação a ponto deste importante imóvel ser submetido a um leilão em meio a um feriado de Carnaval”, complementa Francisco Lazar.  Ressalta-se, que a Lazemtur entrou com uma ação de embargos de terceiros na 3a Vara Cível de Salvador, buscando preservar seu direito de gestão até que todos os fatos fossem apurados, mas até o momento não teve a ação analisada.

O Grande Hotel de Juazeiro é um patrimônio da cidade de Juazeiro, estando desde 1972 presente em sua história do ponto de vista econômico e afetivo, atuando como ponto de apoio e importante elo de ligação entre os visitantes e empresários da região. O empresário destaca, que iniciou nos últimos anos um novo ciclo de investimento no Grande Hotel de Juazeiro, apostando na retomada da economia, inclusive trazendo um dos melhores restaurantes de Petrolina para se instalar no hotel e qualificar ainda mais os serviços. Por fim, solicita ajuda da Procuradoria Geral do Estado e Ministério Público que suspenda o leilão até que o julgamento dos Embargos de Terceiro onde se indica a titularidade do bem, pertencente ao Estado da Bahia, pois qualquer destinação equivocada nesse processo poderá causar um imenso prejuízo ao patrimônio público, assim como a estrutura de apoio ao desenvolvimento do município. Com informações do Bahia Notícias