Idoso de 82 anos morre após passar mal em ferry-boat durante travessia entre Ilha de Itaparica e Salvador

/ Bahia

Morte de idoso causou pânico no ferry-boat. Foto: Reprodução/G1

Um idoso de 82 anos morreu dentro do ferry-boat Pinheiro após passar mal no final da tarde desta quinta-feira (14). Segundo informações da Internacional Travessias, empresa responsável pelo serviço, a situação ocorreu quando a embarcação tinha acabado de sair do terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, com sentido a Salvador. Por causa disso, o ferry precisou voltar para o terminal. De acordo com o G1, o idoso teve falta de ar e desmaiou no compartimento interno do ferry. No retorno do ferry para a ilha, havia uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no aguardo para prestar socorro, mas o idoso não resistiu. Ainda de acordo com a Internacional, houve esforços da tripulação e de dois profissionais de saúde que estavam na embarcação, mas o usuário acabou morrendo.

Confederação Nacional dos Municípios pede manutenção do programa Mais Médicos

/ Saúde

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, divulgou hoje (15) nota na qual ressalta a preocupação dos prefeitos das cidades com menos de 20 mil habitantes com a saída dos 8,5 mil profissionais cubanos que atuam no programa Mais Médicos. A entidade alerta que é preciso substituí-los sob o risco de mais de 28 milhões de pessoas ficarem desassistidas. ”A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo”, diz a nota. ”Acreditamos que o governo federal e o de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa.” O Ministério de Saúde Pública de Cuba informou ontem (14) que retiraria os profissionais do programa no Brasil por divergir das exigências feitas pelo governo do presidente eleito Jair Bolsonaro e em decorrência das críticas mencionadas por ele. Para o governo Bolsonaro, os médicos cubanos devem se submeter ao Revalida – prova que verifica conhecimentos específicos na área médica. Ontem, o presidente eleito levantou dúvidas sobre a capacidade profissional dos cubanos e anunciou o rompimento do acordo com Cuba no Mais Médicos. No entanto, assegurou que o programa será mantido e que as vagas ocupadas por cubanos serão substituídas. Na nota, a CNM apelou para a ampliação do programa para municípios e regiões que “ainda apresentam a ausência e a dificuldade de fixação do profissional médico”. Segundo a entidade, um estudo apontou que o gasto com o setor de saúde sofreu uma defasagem de 42% na última década, o que sobrecarregou os cofres municipais. Ainda de acordo com a confederação, os municípios, que deveriam investir 15% dos recursos no setor, ultrapassam, em alguns casos, a marca de 32% do seu orçamento, não tendo condições de assumir novas despesas. Para a CNM, o caminho é de negociação e diálogo. O Conselho Federal de Medicina (CFM) também manifestou-se sobre a questão. Em comunicado, a entidade assegurou que existem profissionais brasileiros em número suficiente para substituírem os cubanos. Da Agência Brasil

Jaguaquara: Suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídio são presos em operação

/ Jaguaquara

Suspeitos foram presos no bairro Malvina II. Foto: Divulgação/Polícia

Três mulheres e um homem foram presos em Jaguaquara, durante operação conjunta das polícias Civil e Militar em combate ao tráfico de entorpecente na cidade. Valdinei Figueiredo Santos, Juciara Costa da Silva, Fernanda Costa da Silva e Andréia Costa da Silva foram presos no bairro Malvina II. Segundo informações policiais, a ação teve início a partir de denúncia de que um indivíduo guardava em sua residência uma arma de fogo, a qual teria sido utilizada em um homicídio e uma tentativa de homicídio em Jaguaquara. Buscas foram realizadas na casa do primeiro suspeito, Valdinei, na Rua Teotônio Vilela, onde os policiais encontraram um revólver Táuros calibre38, municiado com 6 cartuchos intactos, tendo o suspeito informado que, a arma, era guardada a mando de um presidiário custodiado no Conjunto Penal de Jequié, o Mirtão, e que quem lhe entregou o revólver foi Fernanda Costa, encontrada posteriormente em outra residência do bairro, com uma pistola de 2 canos, além de maconha e balança de precisão. Ainda segundo a polícia, Fernanda alegou que os cartuchos da arma repassada para Valdinei haviam sido repassados por Andréia e que a mesma teria envolvido a sua irmã, Juciara, que confirmou participação e guardava em casa os cartuchos. Em depoimento, Fernanda relatou que uma das armas foi utilizada para um crime de homicídio ocorrido em julho deste ano, no bairro São Jorge, contra o adolescente Flávio Silva dos Santos, de 17 anos, e também usada num homicídio tentado contra Mateus do Espírito Santo. Os suspeitos afirmaram na Delegacia que a pistola de  canos e a droga encontradas pertenciam ao presidiário Mirtão e que a arma seria usada, juntamente com uma motocicleta roubada e recuperada pela polícia para matar em Jaguaquara um desafeto de Mirtão. O delegado Chardison Castro de Oliveira, que investiga o caso, informou que o quarteto segue preso à disposição da Justiça.

Saúde: Sem cubanos, pequenos municípios do Nordeste temem ”apagão médico”

/ Saúde

Encravada no sertão da Bahia, Uauá (a 428 km de Salvador) é conhecida pela carne de bode na brasa, pelo doce de umbu e pelo sotaque castelhano que ecoa em suas unidades básicas de saúde — dos 10 médicos que atendem na cidade, 8 são cubanos. Com dez postos de saúde e cobertura a 100% de seus 27 mil habitantes, a cidade teme sofrer uma espécie de ”apagão médico” com o encerramento do contrato com Cuba no programa Mais Médicos. A situação deve se repetir em outras cidades do Nordeste, região que recebeu grande parte dos cerca de 8.500 médicos cubanos do programa. Por ficarem em regiões isoladas e distantes dos grandes centros, os municípios têm dificuldades de contratar médicos brasileiros. Somente na Bahia, há 846 médicos cubanos atuando em 313 municípios, o que equivale a 20% dos médicos que atuam na atenção básica. A saída deles fará com que a cobertura de atenção básica no estado caia de 63% para 43%. ”Voltaremos para um patamar de oito anos atrás. São quase 3 milhões de baianos que ficarão sem médico”, afirma Cristiano Soster, diretor de atenção básica da Secretaria de Saúde da Bahia.