A cinco dias da eleição presidencial, Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad, 43%

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Os candidatos Bolsonaro e Fernando Haddad. Foto: Reprodução

A cinco dias da eleição presidencial, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, tem 57% das intenções de voto, contra 43% de Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta terça-feira, 23. Desde o último dia 15, Bolsonaro oscilou dois pontos porcentuais para baixo (tinha 59%), e Haddad oscilou dois para cima (tinha 41%). As duas variações estão dentro da margem de erro. A vantagem do candidato do PSL passou de 18 para 14 pontos porcentuais. Os números consideram apenas os votos válidos, ou seja, excluem os nulos, brancos e indecisos. Levando em conta o eleitorado total, a taxa de Bolsonaro passou de 52% para 50%, enquanto a preferência por Haddad se manteve estável em 37%. Há ainda 10% dispostos a anular ou votar em branco, e 3% que não souberam responder. Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores indicam sua opção antes de receber um disco de papel com os nomes dos candidatos, Bolsonaro lidera por 42% a 33%. Na pesquisa anterior, o placar era de 47% a 31% – ou seja, a vantagem caiu de 16 pontos para 9. No primeiro turno da eleição presidencial, realizado no dia 7, o candidato do PSL ficou à frente do principal adversário por 46% a 29%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 21 a 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐07272/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

Rejeição entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro está quase igual, revela pesquisa Ibope

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Se na pesquisa sobre as intenções de voto quase não houve mudança nos votos válidos para Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o mesmo não pode se dizer sobre a rejeição. Sondagem do Ibope/Estado/TV Globo mostra que a rejeição ao candidato do PSL aumentou cinco pontos, chegando aos 40%. Já a do petista caiu seis pontos e está em 41%. A quantidade de eleitores convictos também sofreu alterações. A porcentagem de convictos no voto em Bolsonaro caiu de 41% para 37%. O porcentual de intenção de voto convicto no petista, por sua vez, aumentou de 28% para 31%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 21 a 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐07272/2018. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

PGR pede a Jungmann investigação sobre coronel do Exército que ameaçou Rosa Weber

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou nesta terça-feira (23) ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que a Polícia Federal instaure um inquérito policial para apurar a conduta do coronel da reserva do Exército Carlos Alves, que em vídeo publicado nas redes sociais fez ameaças e ofensas à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber. A medida foi tomada depois de a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) solicitar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apure o caso. Mais cedo, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, também pediu ao Ministério Público Militar que investigue o vídeo, em que a ministra é chamada de “salafrária”, “corrupta” e “incompetente”. Para Raquel Dodge, a manifestação do coronel “contém graves ofensas à honra da ministra Rosa Weber, imputando-lhe tanto fatos definidos, em tese, quanto conduta criminosa, além de difamar-lhe a reputação, mediante imputação de fatos extremamente ofensivos, e de ofender-lhe a dignidade e o decoro”. A procuradora diz que também há manifestações no vídeo que podem ser consideradas crime contra a honra do ministro Ricardo Lewandowski, “mediante falsa imputação de conduta criminosa e de fato ofensivo à sua reputação”. Raquel Dodge pede que o inquérito policial apure se houve os crimes de calúnia, difamação, injúria e ameaça. No vídeo, o coronel Carlos Alves diz: “Olha aqui, Rosa Weber, não te atreve a ousar aceitar essa afronta contra o povo brasileiro, essa prova indecente do PT de querer tirar Bolsonaro do pleito eleitoral, acusando-o de desonestidade, de ser cúmplice numa campanha criminosa fraudulenta com o WhatsApp para promover notícias falsas”, avisa o autor do vídeo, em relação a uma ação que tramita no TSE para investigar o suposto disparo em massa de mensagens contra o PT. Dirigindo-se à ministra Rosa Weber, ele prossegue: “Se você aceitar essa denúncia ridícula e tentar tirar Bolsonaro, nós vamos derrubar vocês aí, sim, porque aí acabou”. O autor do vídeo chamou o STF de tribunal de “canalhas” e “vagabundos”, e afirmou não aceitar um resultado que não seja a vitória do candidato do PSL.

Apoio ao candidato Fernando Haddad reúne 69 torcidas organizadas e líderes religiosos

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Rivais como Corinthians e Palmeiras se uniram. Foto: Divulgação

No Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Tuca), o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, recebeu nesta segunda-feira (22) à noite o apoio de 69 torcidas organizadas de clubes de futebol, unindo Corinthians e Palmeiras, Flamengo e Vasco, Internacional e Grêmio, entre outros rivais. Também participaram líderes religiosos de diversos credos, artistas e intelectuais. Os torcedores subiram ao palco, onde estava Haddad, para defender o que chamaram de Manifesto das Torcidas pelo Brasil. No documento, assinado por representantes do Corinthians, Internacional, Grêmio, Vasco, Palmeiras, Flamengo, Santa Cruz, Sport, Náutico, Cruzeiro, São Paulo, CSA, entre outros, os esportistas destacam a importância do diálogo. “É imensamente importante que tenhamos clareza e diálogo para nos posicionarmos nesse momento em nome da democracia e da liberdade. Caso contrário, todos os nossos sonhos e lutas terão sido em vão”, diz o documento. Religiosos católicos, evangélicos, budistas e de matrizes africanas também subiram no palco para fazer uma oração pela candidatura de Haddad. Intelectuais e artistas ressaltaram a importância de defender a democracia e o Estado de Direito.

Alerta – Durante o evento, Haddad agradeceu o apoio divulgado hoje pela candidata derrotada da Rede, Marina Silva. “Esse reencontro democrático me enche de orgulho”, afirmou o presidenciável, que mais cedo, nas redes sociais, lembrou da convivência harmônica e respeitosa com Marina Silva quando ambos eram ministros. Haddad acrescentou que as propostas do adversário Jair Bolsonaro (PSL) podem até serem aceitas em um momento de “delírio”, mas jamais prevalecerão. “A humanidade jamais vai concordar com o arbítrio. Pode até, em um momento de delírio, de perturbação, de raiva, de ódio, ela pode até querer abraçar um projeto que ele representa.” Em seguida, o candidato acrescentou: “Mas a gente acorda desse pesadelo e realiza a humanidade que todo mundo tem dentro de si. Ele é o antisser humano, é tudo que precisa ser varrido da face da Terra”, afirmou.

Reações – Haddad reiterou a rejeição pelo tom adotado pelo adversário, que pregou a exclusão dos “vermelhos” durante ato na Avenida Paulista. “Ontem [21] ele fez um vídeo muito grave, que eu nunca tinha visto uma pessoa ter coragem de fazer: que é ameaçar de morte um adversário, ameaçar a integridade física dos seus opositores, dizendo que não terão lugar no Brasil, ou a cadeia ou o exílio. Disse com todas as letras, está gravado, registrado para a posteridade”. Mais cedo, o candidato do PT disse, ao comentar o mesmo episódio, que as instituições não estão reagindo às ameaças à democracia. O candidato do PT ressaltou que, até o dia 28 (data do segundo turno), o país vai perceber o verdadeiro projeto político de Bolsonaro. “É uma pessoa que saiu das trevas da ditadura, dos porões da ditadura e, sem que as pessoas consigam perceber o que ele representa, ainda, porque nós temos até domingo para demonstrar, ele vem galgando degraus e agora parece como um paladino da restauração de uma ordem que ninguém quer mais.”

”Combate aos bandidos vermelhos” vai se dar no curso da Lava Jato, diz Jair Bolsonaro

/ Eleições 2018

Jair segue se pronunciando pelas redes sociais. Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, usou a conta pessoal do Twitter na manhã desta terça-feira, 23, para se explicar de uma controversa fala que fez neste domingo, 21, a manifestantes. Em ato de apoio a ele na Avenida Paulista, Bolsonaro disse por videoconferência que, se eleito, iria “varrer do mapa os bandidos vermelhos”. “Falamos em combater os bandidos vermelhos baseado no próprio curso das investigações da Polícia Federal e Lava Jato e houve uma grande histeria por parte do PT. Ao que parece a carapuça serviu mais uma vez!”, escreveu o candidato na rede social. “Em breve vai ter mais gente pra jogar dominó com o chefe corrupto presidiário na cadeia!”, provocou, em mensagem minutos depois. A fala de Bolsonaro no domingo causou indignação de membros da campanha de Fernando Haddad (PT). O próprio candidato do PT chegou a dizer, via Twitter, que o capitão da reserva ameaçava a “sobrevivência da oposição”. Ele também falou nesta segunda-feira, 22,, na saída da TV Cultura, onde participou do “Roda Viva”, que tratou do tema durante ligação para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O tucano, por sua vez, disse no Twitter que, para ele, a fala de Bolsonaro “lembra outros tempos”.

”Não há nem prova de todos que se conheciam”, diz juíza ao absolver 18 presos antes de ato contra Temer

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A juíza Cecília Pinheiro da Fonseca, da 3ª Vara Criminal de São Paulo, absolveu, nesta segunda-feira, 22, 18 jovens que foram detidos antes de manifestação contra o presidente Michel Temer (MDB), em setembro de 2016. Eles respondiam pela acusação de associação criminosa e corrupção de menores. O caso envolveu a participação do major infiltrado do Exército William Pina Botelho. Em decisão, a magistrada destacou que não há sequer ‘prova de que todos se conheciam’. No dia 4 de setembro de 2016, 21 pessoas, sendo 3 adolescentes, foram presos em ato contra o governo. Naquela noite, um deles não foi detido: trata-se do infiltrado do exército William Pina Botelho, que trabalhava para o serviço de inteligência. Assim como outros jovens, não foi levado para o Deic, nem preso por uma noite. Na manhã seguinte, o juiz Paulo Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo mandou soltar todos os jovens afirmando que a prisão era ilegal. Presos naquela noite, e depois liberados em audiência de custódia, os 18 respondiam pela acusação de corrupção de menores e associação criminosa do promotor Fernando Albuquerque Soares Sousa. Na peça de denúncia, de cinco páginas, um dos jovens, por exemplo, é acusado de ‘levar uma câmera’ aos protestos. Dez são acusados por portar uma barra metálica e um disco de ferro. As únicas testemunhas de acusação são policiais militares. A juíza Cecília Pinheiro da Fonseca ressalta que ‘os manifestantes nem sequer chegaram a participar do ato porque justamente foram obstados pelos policiais, não se podendo supor quais deles desistiriam, compareceriam de modo pacífico ou mesmo causariam algum transtorno, o que deveria ser objeto de apreciação individual’. “A prova, portanto, é no sentido de pessoas reunidas, sem demonstração nem de intenção nem de prática efetiva de atos de violência nem de vandalismo: a manifestação pública é permitida e nenhum objeto de porte proibido foi apreendido, o que também afasta a prática da corrupção de menores”, anotou. A magistrada ainda destaca. “Friso que não há nem sequer prova suficiente de que todos eles se conheciam”. Segundo a juíza, os ‘próprios policiais ouvidos e responsáveis pela abordagem narraram que, após indicação de um popular, foram ao local dos fatos, onde avistaram vinte e uma pessoas, os réus e as adolescentes, reunidos, sendo com eles apreendidos os objetos já mencionados, sendo todos conduzidos à Delegacia de Polícia’. “E os objetos apreendidos, seja com os aqui réus, seja com as adolescentes, são todos de porte lícito, não sendo patente que os acusados e as menores tivessem uma relação estável e permanente entre si, com a finalidade de praticar crimes”, escreveu. A magistrada ainda pontua. “A mera apreensão dos objetos, repita-se, todos de porte lícito, não enseja a conclusão de que o grupo ali estivesse para causar danos ao patrimônio público ou privado nem para agredir os policiais ou outros indivíduos, não havendo demonstração suficiente de que seriam usados para a prática de crimes”. “Não é demais explicitar que a abordagem policial não ocorreu em razão de eventual investigação que tivesse identificado o grupo como parte de uma organização criminosa destinada à prática de delitos, mas sim decorreu de indicação de um popular de que havia um grupo de pessoas vestidas de preto no local, portando máscaras e gorros”, conclui.