Sofrendo com mal de Parkinson desde 2005, morre aos seus 78 anos o jornalista Gil Gomes

/ LUTO

Gil Gomes deixou histórias no jornalismo. Foto: Folha de SP

Morreu hoje (16) o jornalista Gil Gomes, aos 78 anos. De acordo com informações da revista “Veja”, ele passou mal nesta segunda (15) e foi levado ao Hospital São Paulo, na Zona Sul da capital paulista, mas não resistiu. A causa da morte, assim como informações sobre o velório, ainda não foram divulgadas. Sabe-se que Gil Gomes sofria com mal de Parkinson desde 2005. O apresentador e radialista iniciou a carreira na extinta Rádio Marconi, na década de 1960. Seu auge, porém, veio com o jornal “Aqui Agora”, exibido pelo SBT de 1991 a 1997, e onde Gil Gomes popularizou seu estilo gestual, sua voz e até seu figurino. Na linguagem atual, pode-se dizer que o repórter policial “viralizou”, sendo até personagem de programas humorísticos. “Sempre gostei de roupas de cores fortes e estampadas por causa da alegria que elas passam”, disse ele em 2011, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”. Na mesma entrevista, Gil Gomes rememorou com saudosismo os tempos de televisão, em que diz ter trabalhado com “a seleção brasileira de repórteres”. Da equipe do “Aqui Agora” destacam-se os jornalistas César Tralli e Sônia Abrão. “Quando eu falei do PCC pela primeira vez, chamaram de jornalismo lixo. O que eu falava naquela época está acontecendo agora”, disse.

Candidato Jair Bolsonaro coloca críticas de Cid Gomes ao PT em seu programa eleitoral

/ Eleições 2018

Jair vai usar críticas de Cid Gomes contra o PT. Foto: Estadão

As críticas do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) ao PT vão ser usadas pela propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Na abertura do programa eleitoral, um locutor diz “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, e é seguido por imagens do pedetista falando sobre o partido de Lula. No filme, o irmão de Ciro Gomes aparece discursando em um evento em que supostamente apoiaria a candidatura de Fernando Haddad à Presidência. “Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, disse Cid. Com a reação negativa do público, Cid completa: “É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”. E emenda em resposta aos presentes: “O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o que? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição”. Ao final da propaganda, o locutor diz: “Nessa eleição, é o Brasil contra o PT”.

Pastor evangélico é preso acusado espiar mulheres em banheiros do Parque da Cidade

/ Religião

Peterson William Fontes foi preso em Brasília. Foto: Divulgação

Um pastor, identificado com Peterson William Fontes, 41 anos, foi preso em flagrante por abrir buracos em sete banheiros químicos femininos para espiar mulheres, no Parque da Cidade, em Brasília, neste domingo (14). O crime aconteceu durante um evento de corrida no local, informou o UOL. Conforme a Polícia Militar, os frequentadores do parque acionaram os policiais e afirmaram ter visto o homem espiando quem usava o banheiro. O pastor foi preso em flagrante, levado para a 1ª Delegacia de Polícia e vai responder pelos crimes de importunação sexual e de dano. Se condenado, pode pegar de um a quatro anos de prisão. Com o pastor foram encontrados uma lâmina de serra, um maçarico e fluido para isqueiro. Pertenson, que é casado e tem um filho, ministra cultos em uma igreja em Águas Claras, no Distrito Federal, o homem também trabalha como vendedor de colchões.

Fernando Haddad diz que substituirá toda a equipe econômica caso vença as eleições

/ Eleições 2018

Haddad fala com a imprensa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, disse hoje (16) que, caso vença as eleições, pretende mudar toda a atual equipe econômica. Ele enfatizou que essa é uma das diferenças que marcam, no segundo turno, as propostas dele e do adversário do PSL, Jair Bolsonaro. “Ao contrário do Bolsonaro, nós decidimos não manter ninguém da equipe econômica do Temer no nosso governo. A partir do dia 1º de janeiro, a equipe do Temer sai e entra uma nova equipe”, ressaltou em entrevista coletiva. Jair Bolsonaro e seu coordenador de programa econômico, Paulo Guedes, já fizeram elogios públicos ao presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o consideraram “excelente nome” para seguir no cargo. Guedes também elogiou o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Paulo Guedes já disse em entrevistas que terá total liberdade para montar sua equipe, caso Bolsonaro vença – e ele não excluiu aproveitar “extraordinários quadros” do setor público.

Fake news sobre “kit gay”

Haddad também comemorou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou a remoção de seis postagens de Bolsonaro no YouTube e no Facebook que criticam o livro “Aparelho Sexual e Cia.” e dizem que a obra foi distribuída a escolas públicas no período em que candidato do PT, Fernando Haddad, comandava o Ministério da Educação. “Apesar do atraso, ficamos felizes que o tribunal eleitoral tirou do ar o vídeo em que o Bolsonaro me acusa de distribuir material impróprio para crianças de seis anos. É uma luta de anos que foi vencida ontem”, destacou o candidato ao lembrar que a fake news foi amplamente difundida, especialmente entre grupos religiosos. Nos vídeos, Bolsonaro afirma que o livro integra o programa Escola sem Homofobia e estimula as crianças a se interessarem por sexo precocemente, sendo “uma porta aberta para a pedofilia” e “uma coletânea de absurdos”. Por mais de uma vez, no entanto, o Ministério da Educação negou a aquisição dos exemplares e a implementação de tal programa, chamado de “kit gay” por Bolsonaro. “A difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor”, destaca o ministro do TSE Carlos Horbach na decisão que determinou a remoção do conteúdo. No pedido ao TSE, os advogados do PT chamaram os vídeos de “grave mentira” e afirmaram que o episódio ocorre desde 2016, a partir de uma publicação no Facebook.

TSE determina que Facebook e YouTube removam vídeos de Jair Bolsonaro sobre ”kit gay”

/ Justiça

Ministro manda Bolsonaro remover postagens. Foto: Reprodução

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Horbach ordenou que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) remova seis postagens no Facebook e no YouTube em que faz críticas ao livro “Aparelho Sexual e Cia.” e afirma que a obra integraria material a ser distribuído a escolas públicas na época em que Fernando Haddad (PT) comandava o Ministério da Educação. Em um vídeo, o presidenciável afirma que o livro é uma “coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem pelo sexo” e é uma “porta aberta para a pedofilia”. Além disso, o candidato do PSL afirma que esse é “o livro do PT”. Em nota, o Ministério da Educação (MEC) já afirmou que não produziu nem adquiriu ou distribuiu “Aparelho Sexual e Cia.”, esclarecendo que o livro é uma publicação da editora Companhia das Letras publicada em 10 idiomas. “É igualmente notório o fato de que o projeto ‘Escola sem Homofobia’ não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado. Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor”, concluiu Horbach.

Salvador: Ameaça racista citando Bolsonaro é pichada em porta de banheiro de prédio da Ufba

/ Educação

A porta do banheiro feminino do terceiro andar do prédio da Escola da Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Vale do Canela, em Salvador foi pichada com o desenho de uma suástica, símbolo do nazismo alemão, e afirmações racistas contra homossexuais, negros e pobres. “Bolsonaro vai limpar a EAUFA de pobres, gays e pretos. É 17”, diz a frase escrita na porta do banheiro. De acordo com o diretor da Escola de Administração Horácio Nelson Hastenreiter Filho, a instituição repudia a ação e já limpou a pichação. Ainda de acordo com o diretor,  as imagens das câmeras de segurança do corredor que dá acesso ao local onde foi feita a pichação serão analisadas.

Após criticar O PT, Cid Gomes muda tom e diz que Haddad é o melhor candidato

/ Eleições 2018

Irmão de Ciro volta atrás após criticar Haddad. Foto: Estadão

Irmão do candidato do PDT no primeiro turno das eleições presidenciais, Ciro Gomes, o senador eleito Cid Gomes mudou o tom após a repercussão das declarações de críticas dele ao PT. Em postagem no Facebook, ele disse que o presidenciável do PT, Fernando Haddad, é “infinitamente melhor” que Jair Bolsonaro (PSL). “Eu não quero me vingar de ninguém. Para o Brasil, o menos ruim é o Haddad. Por isso penso que seria melhor que ele ganhasse. Qual o maior empecilho para que isso aconteça? A maioria do povo brasileiro quer virar duas páginas do nosso passado recente! Já virou uma, a do PSDB. E não vou aqui tripudiar sobre o Alckmin… Neste segundo turno, quer virar a outra: a página do PT! Creio que a única forma de ajudar a evitar que essa ânsia popular de negação coloque o País numa aventura obscurantista seria uma profunda autocrítica da companheirada seguida de um encarecido e sincero pedido de desculpas”, defendeu. Ele ainda pediu “uma palavra firme do Haddad de que governará suprapartidariamente”. Será pedir demais? Muita ingenuidade? Penso assim pelo Brasil! Ajo assim pelos brasileiros!” concluiu.

Tribunal Superior Eleitoral adia reunião sobre fake news com campanhas de presidenciáveis

/ Justiça

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, adiou de hoje (16) para amanhã (17) a reunião com representantes das campanhas dos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para discutir a veiculação de notícias falsas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. Segundo a assessoria do TSE, o adiamento atende pedido do representante da campanha de Jair Bolsonaro. O encontro for remarcado para ocorrer, a princípio, às 19h30 de quarta-feira (17), de acordo com a agenda de Rosa Weber divulgada pelo tribunal. As notícias falsas (fake news) entraram na agenda do TSE desde o início da preparação do processo eleitoral. No entanto, um conselho consultivo formado pelo tribunal para lidar com o assunto até o momento não apresentou medidas efetivas. A publicação de uma resolução específica sobre o tema, por exemplo, chegou a ser discutida nas reuniões, mas não chegou a ser proposta. Em outras frentes, o tribunal chamou os partidos a assinarem um acordo contra as notícias falsas e reforçou a equipe que monitora essa prática, mas as medidas foram insuficientes para conter as fake news, que inundaram as redes sociais e aplicativos como o WhatsApp durante o período eleitoral. O TSE agora tenta um pacto entre os dois candidatos à Presidência da República para evitar uma disseminação ainda maior de fake news, que para ministros da Corte podem abalar a credibilidade do pleito. Sempre que solicitados por algum candidato, os ministros responsáveis por julgar representações sobre propaganda eleitoral têm nas últimas semanas emitido decisões ordenando a remoção de conteúdos manifestamente falsos de redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube.

Tribunal Regional Federal da 4ª Região vai julgar apelação de Palocci a 4 dias do segundo turno

/ Justiça

Os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) marcaram para 24 de outubro o julgamento da apelação do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil-Governos Lula e Dilma). O Tribunal da Lava Jato vai analisar a sentença do juiz federal Sérgio Moro que condenou Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Omertà. O ex-ministro tornou-se delator da Lava Jato. Por benefícios, como diminuição de pena, Palocci incriminou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, com quem ele trabalhou no governo e em campanhas eleitorais. Em seu acordo, o ex-ministro narrou cobrança de arrecadação de propinas ‘explícita’ supostamente feita por Lula no caso das construções de navios-sondas para explorar o petróleo do pré-sal, negócios ilícitos na África, entre outros. A delação premiada de Palocci com a Polícia Federal foi homologada em junho, pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4 – a segunda instância dos processos de Curitiba. Parte das declarações foi tornada pública no dia 1.ºde outubro pelo juiz Sérgio Moro. Na semana passada, a defesa de Palocci pediu a revogação de sua prisão preventiva e redução de pena devido a sua ‘efetiva’ colaboração à polícia e à Justiça pelas revelações e provas apresentadas à Lava Jato e a outras frentes de apuração. Em pedido apresentado ao TRF4, o delator enumerou as provas apresentadas, como ‘dois contratos fictícios’, ‘e-mails’, anotações feitas em sua agenda e em uma tabela ‘que confirma como era realizada a arrecadação de vantagens indevidas’ por ele e por ‘outras pessoas mencionadas em sua colaboração’. Palocci elencou que em ‘três meses de prova’ de sua colaboração, deixou a carceragem da Polícia Federal ‘por 63 vezes, realizando, quando esteve fora do ergástulo, 141 horas e 41 minutos de depoimento e de análise de dados’. O ex-ministro citou ainda as 7 mil páginas de anotações de suas agendas de 2006 a 2016 com registros das ‘reuniões espúrias narradas’.

Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda, avalia Fernando Haddad

/ Eleições 2018

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira, 16, a proposta de ensino à distância para crianças no ensino fundamental feita por seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL). “Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda. Se ficarem em casa, vão ficar sozinhas, porque a mãe não vai ter dinheiro para contratar cuidador”, disse Haddad, que foi ministro da Educação dos governos Lula. Para o petista, a proposta de Bolsonaro é “esdrúxula”. “O Bolsonaro falou que não conhece de economia, mas de educação ele mostra que conhece menos ainda”, disparou.

As 12 dias do 2º turno, conselho do Eleições do Tribunal Superior Eleitoral se reúne com Whatsapp

/ Justiça

A 12 dias do segundo turno das eleições, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúne na tarde desta terça-feira, 16, por teleconferência com representantes do WhatsApp para discutir a proliferação de notícias falsas no aplicativo. Para conselheiros ouvidos reservadamente pelo Estadão/Broadcast, a Corte Eleitoral subestimou o impacto da proliferação de notícias falsas durante a campanha e está “atuando a reboque dos fatos”. Já ministros do TSE divergem na avaliação sobre o papel do tribunal no enfrentamento do problema. O WhatsApp entrou na mira do conselho após o impacto da disseminação de “fake news” no primeiro turno das eleições, que atingiram inclusive a imagem da Justiça Eleitoral e lançaram suspeitas sobre a lisura do sistema eletrônico de votação. Procurado pela reportagem, o WhatsApp não se pronunciou. “O TSE tomou as providências que lhe cabia. No mais, não pode um tribunal agir de ofício, tem de ser provocado pelos interessados e prejudicados, o que está acontecendo muito pouco”, disse o ministro Admar Gonzaga. “Os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber (que ocuparam a presidência do TSE ao longo deste ano) fizeram tudo que lhes competia fazer, também voltados aos limites da interferência na liberdade de informação e manifestação”, completou Gonzaga. Por outro lado, um segundo integrante da Corte Eleitoral ouvido reservadamente acredita que a atuação do conselho neste momento “não cabe mais”, já que o ideal seria a elaboração de estratégias em uma fase anterior à eleição. Um terceiro ministro, que também pediu para não ser identificado, acredita que a imprensa “supervalorizou” declarações inconsistentes e notícias falsas. O conselho de fake news passou quatro meses sem se reunir, se encontrando pela primeira vez durante a campanha eleitoral na última quarta-feira, 10, depois do primeiro turno das eleições. Na ocasião, conselheiros afirmaram que o tribunal está trabalhando em um aplicativo para que os próprios usuários denunciem “fake news” à Justiça Eleitoral. Na próxima segunda-feira, 22, deverá haver uma nova reunião do grupo, desta vez com as presenças de representantes do Facebook e do Google. A disseminação de notícias falsas deverá ser um dos temas tratados na reunião convocada para esta quarta-feira, 17, pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, com advogados eleitorais das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que disputam o segundo turno das eleições. Segundo um auxiliar do TSE, a ideia do encontro é chamar as candidaturas para “manter um ambiente sereno” no segundo turno das eleições. A reunião estava prevista inicialmente para esta terça-feira.