A uma semana da eleição, Angelo Coronel provoca Irmão Lázaro: ”Não sou cantor gospel”

/ Eleições 2018

Coronel disputa vaga com Irmão Lázaro. Foto: Ulisses Dumas

Nas vésperas da eleição, o candidato ao Senado pelo PSD, Angelo Coronel, se disse otimista quanto ao pleito e já considera seu companheiro de chapa, o ex-governador Jaques Wagner (PT), como eleito. Na oportunidade, o presidente da Assembleia ainda cutucou seu principal adversário nesta eleição, Irmão Lázaro (PSC). ”Wagner está consolidado por ser ex-governador e aqui, Angelo Coronel, está seguindo nesse vácuo para que meu nome se torne conhecido de todos os baianos. Nunca fui governador e não sou cantor gospel”, ressaltou em entrevista à Rádio Metrópole, manhã desta terça-feira (2). Na oportunidade, Coronel negou, mas acabou provocando o ex-presidente do Legislativo baiano, Marcelo Nilo. ”Que faz com que essas aves de mau agouro preguem nada contra a gente. Não estou criticando Marcelo, somos amigos, apesar de ele dizer que não vota comigo. Se fosse o inverso eu votaria. Se o time liderado por Rui define um grupo para disputar as eleições, um time unido, segue unido. Infelizmente, tem raras exceções que vão contra. […] Eu sou uma pessoa magnânime. Eu perdoo. No dia que encontrar, vou abraçar e, se Deus, quiser vou até convidar para a posse”, alfinetou.

Presidente do Democratas, ACM Neto sinaliza que votará que Bolsonaro no 2º turno das eleições

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ACM diz que Jair lidera o sentimento anti-PT. Foto: Jéssica Galvão

Presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, admitiu, durante assinatura de ordem de serviço para a construção da Unidade de Saúde da Família (USF) KM 17, no bairro de Itapuã, nesta terça-feira (2), que o candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, lidera o sentimento anti-PT. ”Acho inclusive que os dois nomes grandes tiveram episódios de tensão na eleição deste ano. Ficaram concentrados na candidatura de Haddad, se Lula podia ou não ser candidato. E do outro lado a facada que Bolsonaro tomou. Grandes temas, o que gerou essa polarização”, opinou. Questionado sobre o possível apoio do DEM para eventual segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, Neto desconversou. ”Não vou e não posso me manifestar antes de reunir o partido. Se Geraldo for, vamos com ele. caso aconteça de ele não ir, tenho que reunir o Democratas. Eu  falo como representante de um partido estruturado no país inteiro”, disse. Com informações do Bahia Notícias

Pesquisa Real Time BigData: Fernando Haddad vence Jair Bolsonaro no 2º turno das eleições

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Haddad perderia no 1º, mas venceria no 2º turno. Foto: Divulgação

A pesquisa Real Time BigData de intenções de votos para a Presidência da República, divulgada na noite desta segunda-feira (1º), também simulou nove cenários de segundo turno.
Acompanhe os cenários abaixo:

Bolsonaro x Haddad

Haddad: 45%
Bolsonaro: 41%
Nulos/brancos: 9%
Indecisos: 5%

Bolsonaro x Ciro

Ciro: 47%
Bolsonaro: 39%
Nulos/brancos: 8%
Indecisos: 6%

Bolsonaro x Marina

Bolsonaro: 37%
Marina: 36%
Nulos/brancos: 18%
Indecisos: 9%

Bolsonaro x Alckmin

Bolsonaro: 40%
Alckmin: 39%
Nulos/brancos: 17%
Indecisos: 4%

Ciro x Marina

Ciro: 40%
Marina: 23%
Nulos/brancos: 28%
Indecisos: 9%

Ciro x Haddad

Ciro: 40%
Haddad: 31%
Nulos/brancos: 24%
Indecisos: 5%

Marina x Alckmin

Alckmin: 29%
Marina: 28%
Nulos/brancos: 29%
Indecisos: 14%

Marina x Haddad

Haddad: 35%
Marina: 28%
Nulos/brancos: 32%
Indecisos: 5%

Alckmin x Haddad

Haddad: 37%
Alckmin: 35%
Nulos/brancos: 22%
Indecisos: 6%

Os entrevistados também opinaram sobre em qual candidato eles não votariam de jeito nenhum. Como é possível escolher mais de um, as somatórias excedem 100%.

Veja o índice de rejeição de cada candidato:

• Jair Bolsonaro (PSL): 54%
• Fernando Haddad (PT): 53%
• Ciro Gomes (PDT): 45%
• Geraldo Alckmin (PSDB): 44%
• Cabo Daciolo (PATRI): 37%
• Marina Silva (REDE): 36%
• Guilherme Boulos (PSOL): 31%
• João Amoêdo (NOVO): 28%
• Henrique Meirelles (MDB): 27%
• Vera Lúcia (PSTU): 27%
• Alvaro Dias (PODE): 26%
• Eymael (DC): 22%
• João Goulart Filho (PPL): 22%
• Não rejeita nenhum candidato: 8%

Confira as regras do Tribunal Superior Eleitoral para a última semana antes da eleição

/ Eleições 2018

A última semana antes da eleição tem datas e prazos importantes para os eleitores e candidatos, estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  A partir de hoje (2), nenhum eleitor poderá ser preso, a não ser em flagrante, por crime inafiançável ou desrespeito de salvo-conduto. De acordo com o TSE, a medida serve para evitar que prisões sejam usadas para prejudicar um determinado candidato. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão termina na quinta (4), assim como a propaganda política com comícios e sistema de som fixo. O prazo para realização de debates no rádio e na TV também é encerrado no mesmo dia. Dois encontros entre candidatos estão marcados para esta quinta: às 10h45 da manhã, a TV Aratu transmite o debate dos postulantes ao governo da Bahia, organizado em parceria com o jornal Folha de S. Paulo. Já às 10h da noite, a TV Globo realiza o último encontro entre presidenciáveis. A data final para divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita é sexta (5). Já a campanha nas ruas, com alto-falantes, distribuiçao de panfletos e realização de caminhadas, só pode ser realizada até sábado (6). No dia da votação, o eleitor não poderá levar à urna aparelhos celulares, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento de radiocomunicação. É permitido manifestar preferência individual ou partidária de forma silenciosa, mas aglomerações e manifestações coletivas são proibidas até o fechamento das urnas.

”Moro é cabo eleitoral e, nas horas vagas, juiz federal”, diz Guilherme Boulos em rede social

/ Eleições 2018

Guilherme ataca Sérgio Moro em rede social. Foto: Divulgação

O candidato à presidência Guilherme Boulos (Psol) criticou a decisão do juiz Sérgio Moro de quebrar o sigilo da delação de Antôno Palocci contra o ex-presidente Lula, divulgada nesta segunda-feira (1°). No Twitter, o psolista lembrou a ligação entre Dilma e Lula que se tornou pública em 2016, ”às vésperas do Impeachment”, e comparou com a atitude de Moro ”a seis dias das eleições”. Boulos chamou Sérgio Moro de ”cabo eleitoral” e disse que ele exerce a função de ”juiz federal” apenas nas ”horas vagas”.

Na Bahia, Neto reúne base em torno de Alckmin; em Minas, até Aécio renega presidenciável

/ Eleições 2018

ACM tenta minimizar o fracasso de Alckmin. Foto: Reprodução

A menos de uma semana da eleição, o afastamento dos aliados do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, tem tomado proporções nacionais. Depois de o prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, tentar debelar o ”fogo amigo” na Bahia, o senador e postulante a deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) já não esconde sua insatisfação com a candidatura do colega tucano. Circula na internet a imagem de um santinho de Neves sem a citação do presidenciável e correligionário, o que fortalece a tese de que, em nome de fugir da má performance de Alckmin nas pesquisas de opinião de voto, integrantes da base tentam se desvincular da imagem do ex-governador de São Paulo.

Petrobras mantém preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 2 2159 nesta quarta

/ Economia

A Petrobras manteve inalterado o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta quarta-feira, dia 3, em R$ 2,2159. O preço do diesel, por sua vez, permanece em R$ 2,3606 para quarta, conforme tabela disponível no site da empresa. No domingo, dia 30 de setembro, a estatal elevou a diesel em 2,8% devido aos novos valores dos preços de referência para o terceiro período da terceira fase de subvenção ao diesel, que vai de 30 de setembro a 29 de outubro. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia petrolífera anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Eleições 2018: Bolsonaro e Haddad voltam a empatar com 42% no 2º turno, diz Ibope

/ Eleições 2018

Bolsonaro e Fernando Haddad polarizam eleição. Divulgação

Os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) voltaram a empatar numericamente na simulação de segundo turno, de acordo com o último levantamento Ibope/Estado/TV Globo, divulgado na noite desta segunda-feira, 1º. Numa disputa direta, os dois aparecem com 42%. Em relação à última pesquisa, do dia 26 de setembro, Bolsonaro subiu quatro pontos e Haddad ficou estagnado — considerada a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o cenário também configurava empate técnico. Ciro Gomes (PDT) é o único candidato que vence Bolsonaro fora da margem de erro. O pedetista tem 45% das intenções de voto em um cenário com o capitão da reserva, oscilação positiva de um ponto porcentual em relação à pesquisa anterior. Bolsonaro teria 35% dos votos, mesmo índice encontrado no levantamento do dia 26 de setembro. Brancos e nulos somaram 13%; outros 3% não responderam ou preferiram não opinar. Por outro lado, a candidata Marina Silva (Rede) é a única que perde para Bolsonaro no segundo turno, inclusive fora da margem de erro. Neste cenário, o presidenciável do PSL aparece com 43%, contra 38% da ex-senadora. Bolsonaro subiu três pontos em comparação com a pesquisa anterior, quando empatava tecnicamente com Marina (40% x 38% para ele). Aqui, brancos e nulos somam 17%, enquanto 2% não sabem ou não responderam. Geraldo Alckmin (PSDB) está numericamente à frente de Bolsonaro em uma simulação de segundo turno — ele tem 42% das intenções de voto, contra 39% do candidato do PSL. No entanto, com a margem de erro, os dois presidenciáveis estão tecnicamente empatados. O tucano oscilou dois pontos para cima em comparação ao último levantamento, enquanto Bolsonaro subiu três. Neste cenário, 17% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo e 3% não souberam opinar ou não responderam. Quando são contados apenas os votos válidos — ou seja, sem os brancos e nulos —, Ciro pontuaria 54%, contra 46% de Bolsonaro. Marina teria 47%, ante 53% do candidato do PSL. Já Alckmin ganharia com 52%, enquanto Bolsonaro receberia 48%. Bolsonaro voltou a ter diferença gritante entre os votos de homens e os de mulheres. Nas simulações de segundo turno pesquisadas pelo Ibope, o candidato do PSL perderia para todos os adversários se fossem consideradas apenas as eleitoras: contra Haddad, 46% a 34% para o petista; Marina, 44% a 34%; Alckmin, 47% a 30%; Ciro, 51% a 30%. Por outro lado, a pesquisa voltou a afirmar a força de Bolsonaro entre o eleitorado masculino. Se somente homens votassem, o candidato do PSL venceria todos os cenários de segundo turno. Contra Haddad, pontuaria 50%, ante 37% do adversário; Marina, 53% contra 32%; Alckmin, 49% a 35%; e Ciro, 49% a 39%. A pesquisa foi realizada nos dias 29 a 30 de setembro de 2018. Foram entrevistados 3.010 votantes em 208 municípios. A margem de erro máxima estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi contratado pelo Estado e pela TV Globo, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR‐08650/2018.

Defesa do ex-presidente Lula diz que ex-ministro Antonio Palocci mentiu para obter benefícios

/ Política

Defesa de Lula rebate Antonio Palocci. Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou a respeito da quebra de sigilo da delação premiada do ex-ministro da casa Civil, Antonio Palocci, pelo juiz Sergio Moro. Os advogados afirmam que Palocci “mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova sobre Lula para obter generosos benefícios”. De acordo com o portal do Estadão, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou que a conduta adotada por Moro apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente. Ainda conforme a declaração de Zanin Martins ao Estadão, o juiz Sergio Moro teria juntado ao processo depoimento prestado pelo ex-ministro Antonio Palocci na condição de delator com o objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados. “Até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais”, disse o advogado.