Deputado Onyx Lorenzoni entrega a Padilha os primeiros 22 nomes da equipe de transição

/ Brasília

Ministro Eliseu Padilha e Onyx Lorenzoni. Foto: Blog do Planalto

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) entregou nesta quarta-feira (31) os primeiros 22 nomes da equipe de transição, por parte do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), para o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante reunião no Palácio do Planalto. São nomes, em sua maioria, das áreas econômica e de infraestrutura. Porém, os nomes são mantidos sob sigilo. ”Tivemos a possibilidade de conversar com as áreas técnicas da Casa Civil, que nos permitiu uma visão dos avanços obtidos e vai permitir que o presidente Jair Bolsonaro tenha condições de decidir o que será implementado no curto, médio e longo prazo”, disse Onyx. O parlamentar foi confirmado pelo presidente eleito para assumir a Casa Civil e também tem sido o interlocutor da equipe de Bolsonaro com o governo do presidente Michel Temer. Ao lado de Padilha, Onyx conduzirá os trabalhos de transição. De acordo com Onyx, Bolsonaro virá a Brasília na próxima semana para conversar com o presidente Michel Temer e dar continuidade à definição da estrutura ministerial. ”Ele já vai na próxima semana dar as primeiras sinalizações em relação tanto à estrutura ministerial quanto aos principais programas, projetos ou áreas que ele vai determinar que a equipe de transição se foque prioritariamente.” A reunião de Padilha e Onyx começou por volta das 16h30, no gabinete da Casa Civil, no quarto andar do Planalto. É a primeira vez que representantes dos governos atual e eleito se encontram.

Nomes
Os nomes serão submetidos à análise da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), como é praxe em caso de contratações pela União. Em seguida, as nomeações serão publicadas no Diário Oficial. Os trabalhos entre técnicos dos dois governos ocorrerá no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília. No local, há 22 salas. Ainda não há definição se o presidente eleito vai indicar nomes paras todas as 50 vagas a que tem direito.

Processo
Padilha afirmou que o processo de transição começou oficialmente hoje ao receber os primeiros nomes da equipe de Bolsonaro. ”Iniciamos hoje oficialmente o processo de transição. Queremos fazer uma transição com tranquilidade e dando condições as maiores possíveis para o novo governo.” O presidente Michel Temer e seus ministros já haviam manifestado a intenção de realizar uma transição ”tranquila” e ”transparente”, informando todos os atos que o governo já realizou e que ainda estão em andamento, as receitas e despesas do Estado e as propostas para reduzir o déficit nas contas públicas. A reforma da Previdência é uma dessas propostas, que poderá ser encampada ainda este ano, caso o atual governo concorde com o texto atual, em trâmite no Congresso. Bolsonaro indicou que quer dar continuidade ao tema no Congresso.

Geddel e Lúcio Vieira Lima ficam calados durante depoimento sobre bunker de R$ 51 mi no STF

/ Justiça

O ex-ministro Geddel Vieira Lima permaneceu em silêncio hoje (31), durante depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal sobre os R$ 51 milhões em espécie encontrados em um apartamento em Salvador. O irmão de Geddel, deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), também permaneceu calado e usou o direito constitucional de não produzir provas contra ele mesmo. O caso está relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados no apartamento de um amigo de Geddel. Ele está preso preventivamente desde 8 setembro do ano passado, três dias após o dinheiro ser encontrado. A denúncia foi apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em dezembro do ano passado. Na época, Raquel disse que a quantia milionária encontrada no apartamento era a maior apreensão de dinheiro vivo da história do Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a defesa de Geddel, a origem dos R$ 51 milhões decorre da ”simples guarda de valores em espécie”. O valor seria fruto de ”investimentos no mercado de incorporação imobiliária, com dinheiro vivo”.

Vai e vem midiático: Pela quarta vez, Lorena Improta e Léo Santana estão namorando

/ Entretenimento

Lorena e Léo virou o casal mais midiático. Foto: Reprodução

Como já era de se esperar devido ao vai-e-vem do casal mais midiático da Bahia, Léo Santana e Lore Improta estão juntos novamente. Pelo que já foi divulgado na mídia, essa é a quarta vez que eles voltam, engrossando o coro dos que acham que há por trás disso interesses profissionais. Dessa vez, amigos do pagodeiro entregaram o ”segredo” através das redes sociais. Filipe Escandurras e o produtor musical Rafinha RSQ estavam em um estúdio com Léo na madrugada desta quarta-feira (31), e foi então que revelaram o namoro. Em seus stories, Escandurras disparou: ”Fala povo de Deus! Obrigado Lore! O homem está feliz!”. Rafinha publicou um vídeo em seu perfil no Instagram onde aparece dançando ao lado dos parceiros. Na legenda, ele escreveu: ”Obrigado Lore Improta! Você voltou para o Homem e o homem voltou para o povo! Seguuuura Léo Santana!”.

Mesmo com Haddad derrotado, Rui Costa sai vitorioso das urnas e emerge como força do PT

/ Política

Rui recebeu a maior votação nominal do PT. Foto: Diego Mascarenhas

Para muitos, o PT foi o grande derrotado das eleições de 2018, após Fernando Haddad (PT) perder para Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Não há muito o que discordar dessa avaliação. No entanto, o partido ainda seguiu com o maior número de governadores e deve passar por um processo de reinvenção para se manter articulado para as próximas eleições. Isso inclui a revisão dos discursos e das ações que colocaram a legenda entre as principais forças políticas do país. Porém, em meio ao cenário de terra arrasada, um petista não tem do que reclamar da sorte: o governador reeleito da Bahia, Rui Costa.

Rui recebeu a maior votação nominal do PT em todo o país, perdendo apenas, obviamente, para o candidato à Presidência da República. Saiu vitorioso com mais de 74% dos votos no primeiro turno e catapultou aliados para o Senado, para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa da Bahia. E, entre um turno e outro, conseguiu ampliar a votação de Haddad na Bahia, dando mais um milhão de votos ao petista em território baiano. Mais votos do que o próprio Rui obteve na reeleição.

Em 1º de janeiro de 2019, o PT inicia o quarto mandato consecutivo no comando da Bahia e dá sinais de que pode deixar de ser protagonista no próximo pleito para o Palácio de Ondina. Ciclos de poder de 16 anos são suficientes para render frutos, mas também desgastes. Talvez por isso o senador Jaques Wagner tenha sinalizado essa hipótese já após o primeiro turno. No entanto, ainda é cedo para prever os próximos passos da correlação de forças entre as legendas baianas. O que se sabe é que Rui deve conduzir esse processo e estará cada vez mais fortalecido dentro da própria sigla.

Caso Haddad saísse vitorioso das urnas, possivelmente seria ele o grande nome do Partido dos Trabalhadores nos próximos anos. Inicialmente ele até será alçado à condição de principal porta-voz da oposição. No entanto, com o fogo-amigo de ex-aliados como Ciro Gomes (PDT), é provável que a derrota para Bolsonaro custe mais do que o ex-prefeito de São Paulo possa pagar. Por isso, a escolha dele para entrar na jaula do leão não foi completamente despropositada. Entre os petistas de grosso calibre, Haddad seria mais facilmente descartável do que outras lideranças que começam a surgir.

Nesse ponto, entra Rui. Com o resultado das urnas, o governador está legitimado para brigar por um lugar de destaque dentro do próprio partido. E deve fazê-lo. Mesmo com um antipetismo forte, o baiano conseguiu se manter bem avaliado e se descolou da imagem clássica da esquerda. É um gestor e suas ações falam mais do que a história política por trás do partido ao qual é filiado. Os números do Nordeste sugerem que é necessária a emergência de um nome da região para liderar essa transição. E Rui tem tudo para sê-lo.

O atual morador do Palácio de Ondina pode, então, ser alçado a um novo posto, como símbolo de renovação do PT nos próximos anos. E aí, quem sabe, permitir que a Bahia tenha um candidato à Presidência da República em 2022. Seria um sonho dele, conforme confidenciam amigos. Nunca se sabe. *Por Fernando Duarte/Bahia Notícias

Vereador é afastado em Itamaraju acusado de usar patrimônio público e falsificar documentos

/ Justiça

A Justiça determinou o afastamento do vereador Francisco Carlos Barbosa Silva (PP), conhecido como Chico do Hotel, em Itamaraju, no extremo sul da Bahia. A determinação atendeu o pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que denunciou Francisco por utilizar o patrimônio do município em proveito dele e falsificar documentos públicos. A decisão foi assinada pelo juiz Rodrigo Quadros de Carvalho e publicada no Diário Oficial da Justiça na segunda-feira (29). Segundo o juiz, a conduta de Francisco Carlos causou irregulares e graves prejuízos ao município de Itamaraju, ”em absoluta afronta aos princípios constitucionais da moralidade, probidade, honestidade e eficiência administrativa”.

Jequié: Homem com mandado de prisão morre ao reagir ação da Cipe no Loteamento Tropical

/ Jequié

Ação ocorreu por volta das 05h20 da manhã. Foto: Cipe Central

Policiais militares da CIPE-Central se encontravam de serviço realizando rondas e abordagens no Loteamento Tropical ( Morro do Urubu) em Jequié quando nas proximidades do Lote B, quadra 43 por volta das 5h20desta quarta-feira avistaram um indivíduo em atitude suspeita que ao visualizar a viatura efetuou disparos e empreendeu fuga, adentrando em uma residência  onde foi feito um acompanhamento e cerco no intuito de prender o suspeito, identificado por Carlos Itamar de Jesus Santos sendo realizada entrada no imóvel, quando no fundo da casa  houve um novo disparo de arma de fogo, contra a guarnição sendo de imediato repelida agressão tendo o elemento sido alvejado sendo levado ao HGPV, mas não resistiu e foi a óbito. Itamar  de Jesus possuia em seus registros diversas passagens por roubo e na Lei Maria da Penha, inclusive com mandado de prisão em aberto oriundo da Comarca de Itu-SP.  No local foi encontrado uma arma de fogo tipo revolver calibre 38. marca desconhecida, numeração 269910 com 02 cartuchos deflagrados e 04 estojos calibre 38., documentos pessoais  e um cartão bancário. Expedida guia para exame pericial na arma de fogo, munição e local   de ação violenta e lavrado auto de resistência.

Menina de 7 anos morre eletrocutada após passar por obra de igreja evangélica em Jequié

/ Jequié

Uma menina de sete anos morreu eletrocutada após segurar em um ferro que sustentava um toldo de uma igreja batista, na noite de terça-feira (30), em Jequié. Segundo o G1, Vanessa Alves Pereira da Silva estava a caminho de uma padaria quando sofreu a descarga elétrica. A Polícia Civil informou que a igreja passava por uma obra e o toldo ficava na frente do local. O caso aconteceu por volta das 19h. A garota chegou ser socorrida por uma equipe do Samu, mas morreu dentro da ambulância. O pastor da igreja e o pedreiro da obra foram ouvidos na delegacia da cidade, e em seguida liberados. O caso está sendo investigado pela polícia.

Projeto Escola sem Partido é alterado em véspera de votação para ampliar restrições

/ Educação

Previsto para ser votado em comissão especial da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira (31), o texto do projeto Escola Sem Partido sofreu modificações na terça (30). Ainda mais rigorosa, a nova versão agora proíbe o uso dos termos “gênero” e “orientação sexual” e do que chama de “ideologia de gênero” e “preferências políticas e partidárias” nos “materiais didáticos e paradidáticos”, “conteúdos curriculares”, “políticas e planos educacionais” e “projetos pedagógicos das escolas”. Em meio às alterações feitas pelo relator do processo, o deputado Flavinho (PSC-SP), o texto destaca que “o Poder Público não se imiscuirá no processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permitirá qualquer forma de dogmatimo ou proselitismo na abordagem das questões de gênero”. Segundo informações de O Globo, no caso das escolas particulares, elas “poderão veicular e promover os conteúdos de cunho religioso, moral e ideológico autorizados contratualmente pelos pais ou responsáveis pelos estudantes”. Além disso, essas instituições de ensino terão que disponibilizar para os pais “material informativo que possibilite o pleno conhecimento dos temas ministrados e dos enfoques adotados”. De acordo com o texto, um cartaz com os “deveres do professor” deverá ser afixado nas escolas, com seis tópicos. Um deles indica que o professor deverá apresentar “de forma justa” e “com a mesma profundidade e seriedade” “as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria”. O Ministério da Educação (MEC) é contra ao projeto de lei. Para a pasta, além da dificuldade para fiscalizar essas normas, a proposta serve como instrumento de intimidação ao trabalho dos professores.

Câmara de Salvador confirma expectativa e elege Geraldo Júnior como novo presidente

/ Política

Geraldo era secretário municipal de Trabalho. Foto: Gilberto Júnior

 

O vereador Geraldo Júnior (SD) foi eleito presidente da Câmara de Salvador para o biênio 2019-2020 em sessão realizada na tarde desta quarta-feira (31). O resultado confirma a expectativa das últimas semanas, quando o vereador do SD conseguiu reunir o apoio da maioria dos seus colegas de Casa. Geraldo Júnior era secretário municipal de Trabalho, Esporte e Lazer até o início deste mês. Ele deixou o posto no dia 15 e se articulou para que quase todos os demais vereadores declarassem apoio à sua candidatura ainda na mesma semana.  A manobra praticamente inviabilizou novas candidaturas e fez inclusive a eleição na Câmara ser antecipada. Através de um acordo entre os vereadores, a votação anteriormente prevista para acontecer em dezembro foi remarcada para esta quarta, permitindo que Geraldo tenha um período mais longo para discutir a transição do cargo com o atual presidente da Casa, Leo Prates. Na eleição desta terça, também ficou definida a nova formação da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, conforme informações do site Bahia Notícias . Confira abaixo os eleitos:

Presidente: Geraldo Júnior
1º Vice-presidente: Kiki Bispo
2º Vice-presidente: Isnard Araújo
3º Vice-presidente: Joceval Rodrigues (PP)
1º Secretário: Carlos Muniz (Podemos)
2º Secretário: Orlando Palhinha (DEM)
3º Secretário: Téo Senna (PHS)
4º Secretário: Ana Rita (PMB)
Corregedor: Duda Sanches (DEM)
Ouvidor: Aladilce Souza (PCdoB)
Ouvidor Substituto: Daniel Rios (MDB)

Ministra Cármen Lúcia vota pela suspensão de ações policiais nas universidades públicas

/ Justiça

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia votou hoje (31) para manter sua liminar que suspendeu decisões da Justiça Eleitoral que determinaram ações policiais e de fiscalização eleitoral nas universidades públicas durante as eleições. A Corte julga nesta tarde se referenda a liminar proferida pela ministra na semana passada. Ao votar para manter seu voto, Cármen Lúcia disse que as decisões determinaram ordens de busca e apreensão e a interrupção de manifestações sem comprovar o suposto descumprimento da norma eleitoral que impede propaganda em órgãos públicos. Segundo a ministra, as decisões são inconstitucionais por censurarem a liberdade de pensamento e manifestação dentro das universidades.  “As práticas descritas na peça inicial da presente arguição contrariam a Constituição, contrariam o Brasil como Estado Democrático de Direito. Não há direito democrático sem respeito às liberdades. Não há pluralismo na unanimidade. A única força legitima a invadir a universidade é das ideias livres e plurais”, disse a ministra. As decisões da Justiça Eleitoral em diversos estados foram questionadas no STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a procuradora-geral, Raquel Dodge, as decisões ofenderam os princípios constitucionais da liberdade de expressão e de reunião.  Após as decisões proferidas pelos juízes eleitorais, os tribunais regionais Eleitorais (TREs) informaram que decisões foram proferidas para coibir a propaganda eleitoral irregular a partir de denúncias feitas por eleitores e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O julgamento foi interrompido para o intervalo. Em seguida, mais nove ministros vão proferir seus votos.

Futuro ministro da Defesa é a favor de uso de ”atiradores de elite” contra criminosos

/ Política

General da reserva, Augusto será ministro. Foto: Divulgação

O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro (PSL), apoiou nesta quarta-feira (31) a polêmica proposta do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de usar atiradores de elite para conter criminosos que portem armamentos de uso restrito. O general da reserva disse que já fez uso da mesma “regra de engajamento”, no linguajar militar, enquanto atuava no Haiti e que não se trata de uma autorização para matar de forma indiscriminada. As declarações foram feitas em entrevista exclusiva à Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Minha regra de engajamento no Haiti era muito parecida com essa que o futuro governador colocou. É óbvio que muita gente faz uma distorção nisso e acaba dizendo que é uma autorização para matar. É uma reação necessária à exibição ostensiva que tem sido feita no Rio de Janeiro de armas de guerra nas mãos, muitas vezes, de jovens”, disse. O militar lembrou que esses fuzis, normalmente, são empregados em ações que resultam em mortes de inocentes e de policiais envolvidos em confrontos e defendeu a retomada do respeito pelas forças legais. “Nós não vamos readquirir esse respeito com as regras de engajamento benevolentes que temos hoje”, destacou. “Não é uma autorização para matar indiscriminadamente. Precisa ter um critério muito bem consolidado. Precisa haver um treinamento bem feito das tropas para que isso seja respeitado. Tivemos essa regra no Haiti durante mais de dez anos e não há casos de execuções indiscriminadas. É uma questão de treinamento e, de pouco a pouco, se readquirir o respeito.”

Endurecimento das regras – “Não podemos, em prol de eliminar gente que não pode viver num Estado civilizado, que a gente cause efeitos colaterais e acabe matando inocentes. Tem que ser uma regra de engajamento muito bem consolidada junto àqueles que vão fazer uso dela”, insistiu Augusto Heleno. “Acho que a situação que estamos vivendo nos leva a pensar num endurecimento dessas regras. Isso tem que ser muito bem aplicado para não parecer que é isso que estão colocando: uma autorização para matar. Isso não é o que se pretende com esse endurecimento. É exatamente dissuadir que isso continue a acontecer”, destacou. O futuro ministro da Defesa classificou a polícia do Rio de Janeiro como “talvez uma das mais valentes no mundo”. “Quem já subiu o morro tomando tiro, quem já enfrentou uma comunidade tomando tiro que você não sabe de onde vem, sabe o que é isso. As polícias no Rio de Janeiro são muito corajosas, mas precisam ter na sua retaguarda um outro tipo de apoio – principalmente esse apoio logístico que foi implantado pela intervenção e que pode servir de modelo para o resto do país.” Sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro, o futuro ministro da Defesa avaliou que o general Braga Neto nomeou comandantes que classificou como “exemplares” e que ele segue norteando sua gestão na capital fluminense por uma nova mentalidade de logística, administração de bens, administração de pessoal e gestão de recursos humanos dentro das polícias. “Isso tem mostrado um resultado sensacional na intervenção, pelo pouco prazo em que ela está acontecendo. Não dá para resolver o problema do Rio de Janeiro, que foi pouco a pouco se agravando até por isso. Aqueles que eram responsáveis por se apresentar como os faróis, como a referência para a força policial estavam, em boa parte, na cadeia. É óbvio que isso tem reflexos inevitáveis no desempenho da tropa.”

“Despolitização” das polícias – O general Heleno considera que não se deve estimular o emprego das Forças Armadas em situações de intervenção federal, como a que se instalou no Rio de Janeiro desde fevereiro deste ano nem que se banalizem as operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). “As Forças Armadas extrapolam em muito as suas missões constitucionais”, avaliou. “Eu não acho que as Forças Armadas devam incentivar esse emprego [participação na garantia da lei e da ordem]. E não incentivam realmente. Elas são chamadas quando o governador do estado declara ao Ministério da Justiça que está numa situação difícil porque sua polícia esgotou as possibilidades de emprego ou entrou em greve, que é uma coisa inconstitucional, mas acontece.” Para o militar, esse tipo de situação pode ser solucionada por meio do que chamou de “despolitização” das polícias, sejam elas militar, civil e mesmo a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. De acordo com o general da reserva, não há espaço para politização em instituições que são de Estado e que, segundo ele, devem ser regidas por uma gestão baseada na meritocracia. “Uma coisa que pode mudar muito esse panorama é o exemplo. Os comandantes necessariamente têm que dar o exemplo. Não podemos assistir casos de corrupção na cúpula de algumas polícias. Isso se alastra com muita facilidade. Essa é uma correção de rumos indispensável. Essas polícias precisam ter um outro tipo de gestão.”

Mesmo barco
O general da reserva disse ainda que é preciso esquecer o que chamou de “confrontos de campanha” e trabalhar pela reconstrução do país. O militar se referiu ao momento como uma oportunidade para exortar brasileiros a um novo período “de tolerância, de conciliação e de busca do bem comum”. “Temos muito o que fazer. Temos que esquecer esses confrontos de campanha. Tudo isso tem que ser deixado de lado agora. Vamos trabalhar pela reconstrução desse país, que é um país fantástico e que merece chegar muito mais longe do que chegou até hoje.” E concluiu: “Estamos juntos. É preciso entender isso. Nós estamos todos no mesmo barco e precisamos todos remar. Ninguém pode colocar o remo n’água e não remar. Vamos colocar o remo na água para remar.”

Esposa de Jair Bolsonaro, Michelle comete gafe ao negar que marido seja ”misógino”

/ Política

Michelle confundiu a palavra com o conceito de xenofobia

A futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, esposa do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), cometeu uma gafe ao tentar justificar que seu marido não era ”misógino”, em entrevista à RecordTV no último domingo (28). ”Ele é taxado como misógino e ele é casado com quem? Com a filha de um cearense”, disse Michelle, ao confundir o conceito de misoginia com o de xenofobia, que é a aversão a pessoas estrangeiras ou de culturas, hábitos e localidades diferentes. O termo ”misógino” se refere a quem tem ódio às mulheres. O humorista e apresentador Gregório Duvivier, opositor da candidatura de Jair Bolsonaro durante as eleições, repostou o trecho da entrevista em que Michelle comete o equívoco.

Juiz Sérgio Moro vai aceitar o Ministério da Justiça ampliado no Governo Bolsonaro, diz coluna

/ Política

Sérgio Moro vai conversar com Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

No encontro que terá amanhã as 9h30, com Jair Bolsonaro e com seu vice, o general Hamilton Mourão, na casa do presidente eleito, no Rio, o juiz Sérgio Moro vai comunicar que aceita o convite que lhe será formalizado, para assumir o Ministério da Justiça. Ao que se apurou, a inclinação do juiz curitibano, diante da escolha de seu nome, foi claramente positiva. Como seria esse novo ministério? Ele traria um novo desenho do MJ, mais ampliado, que incluiria a área de Segurança Pública, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, juntando no pacote a CGU e o Coaf.

Jair Bolsonaro: ”Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção”

/ Política

Jair diz que condenados não integram governo. Foto: Record

Com quatro ministros já anunciados, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que condenados por corrupção não assumirão Pastas em seu governo. Além disso, ele disse que anunciará os nomes pelas redes sociais e que qualquer informação fora desse ambiente é “mera especulação maldosa”. “Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos. Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”, escreveu Bolsonaro em mensagem publicada no Twitter e no Facebook. Nesta quarta-feira, 31, Bolsonaro já havia confirmado o astronauta Marcos Pontes como ministro da Ciência e Tecnologia por mensagens em suas redes sociais.