Rui inaugura Policlínica Regional de Saúde Feira de Santana para atender 27 municípios

/ Bahia

Governador entregou mais uma Policlínica. Foto: Mateus Pereira

A regionalização dos serviços de saúde oferecidos pelo Governo do Estado avançou e chega mais perto dos baianos. O governador Rui Costa inaugurou, nesta segunda-feira (28), a Policlínica de Saúde da Região de Feira de Santana. O equipamento irá atender 27 municípios do Consórcio Interfederativo de Saúde Portal do Sertão e oferece atendimento em 18 especialidades. O investimento na nova unidade de saúde do estado é de R$ 26,7 milhões, distribuídos entre a construção civil e os equipamentos. A estimativa é de que os serviços de saúde da policlínica alcancem cerca de 800 mil baianos. ”Esta unidade tem a função de reforçar a Atenção Básica de Saúde da região. É um equipamento importantíssimo, como os médicos dizem, pra fechar um diagnóstico. Nós estamos garantindo que todas as regiões do estado possam completar o diagnóstico dos pacientes que tinham dificuldade de atendimento em algumas especialidades, e com isso reforçar o que eu considero prioridade na saúde pública, que é a prevenção”, afirmou o governador Rui Costa. A Policlínica está instalada em uma área de mais de 10 mil metros quadrados e conta com 14 micro-ônibus para realizar o transporte dos pacientes que integram o Consórcio Público de Saúde da Região. O equipamento é a quinta unidade do tipo instalada no estado e assim como as demais, o Governo ficará responsável por 40% dos custos e os municípios consorciados cobrem os 60% de forma proporcional ao tamanho de sua população. A unidade vai oferecer consultas para exames como ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, ecocardiografia, eletroencefalograma, endoscopia, colonoscopia, entre outros. A Policlínica tem ainda capacidade para fazer cirurgias de baixa complexidade, que incluem procedimentos de vasectomia, cauterização, cuidados com o pé diabético, além de biopsias de mama, tireoide, próstata, dérmica e gastroentera. Os municípios atendidos pela policlínica são Amélia Rodrigues, Anguera, Antônio Cardoso, Baixa Grande, Candeal, Capela do Alto Alegre, Conceição do Jacuípe, Coração de Maria, Feira de Santana, Gavião, Ichú, Ipecaetá, Ipirá, Irará, Nova Fátima, Pé de Serra, Pintadas, Rafael Jambeiro, Riachão do Jacuípe, Santa Bárbara, Santanópolis, Santo Estevão, São Gonçalo dos Campos, Serra Preta, Tanquinho, Teodoro Sampaio e Terra Nova. Ainda durante a inauguração, Rui Costa entregou 13 ambulâncias para municípios da região, um investimento de R$ 1,3 milhão. Além disso, também foram entregues 12 equipamentos para a área de saúde, ação que representa mais de R$ 400 mil.

Tribunal da Operação Lava Jato mantém bloqueio de bens do deputado Roberto Britto

/ Brasília

Roberto Brito tem bens bloqueados. Foto: Agência Câmara

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve, por unanimidade, o bloqueio dos bens do deputado federal Roberto Britto (PP-BA). O parlamentar responde à ação de improbidade administrativa no âmbito da Operação Lava Jato. As informações foram divulgadas pelo Tribunal nesta segunda-feira, 28. Em 22 de março do ano passado, a força-tarefa da Lava Jato ajuizou uma ação por improbidade contra o Partido Progressista e dez políticos da legenda, na qual cobra R$ 2,3 bilhões de ressarcimento ao erário, multa civil e por danos morais coletivos. Em delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que o deputado e outros parlamentares do PP recebiam R$ 30 mil mensais de propinas pagas por empreiteiras do cartel que atuava manipulando licitações da estatal. Roberto Britto teve os bens constritos pela 1ª Vara Federal de Curitiba a pedido do Ministério Público Federal. Sua defesa argumentou ao Tribunal da Lava Jato que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia penal contra Brito por insuficiência de provas e que os valores restringidos seriam superiores ao valor da doação eleitoral, de R$ 150 mil, havendo desproporcionalidade. Segundo o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, as responsabilidades civil, penal e administrativa pelo mesmo ato são independentes entre si. Gebran ressaltou que a rejeição da denúncia, por si só, não inocenta o réu. “Não se tratando de decisão na esfera penal que reconheceu a inexistência da autoria ou da materialidade delitivas, não há falar em influência sobre a ação de improbidade”, afirmou Gebran. Em dezembro do ano passado, o Tribunal determinou o desbloqueio de 50 salários mínimos mensais (R$ 46.850,00) na conta corrente na qual Roberto Britto recebe seus salários como congressista, mas manteve a constrição dos bens restantes.

Deputado Gualberto acusa Rui de fazer politicagem na discussão sobre preço do diesel

/ Política

Tucano Gualberto critica Rui. Foto: Reprodução/TV Câmara

O presidente estadual do PSDB e deputado federal João Gualberto (PSDB) respondeu a acusação de Rui Costa (PT) que responsabilizou os deputados federais baianos de oposição pelo aumento do preço dos combustíveis. ”O governador está mal informado. Ele devia trabalhar mais e fazer menos politicagem”, declarou Gualberto. O deputado se queixa do episódio em 2015, quando todos os deputados federais baianos do PSDB votaram a favor da emenda à Medida Provisória (MP) que isentava o óleo diesel da alíquota do PIS/COFINS. A emenda foi vetada pela então presidente Dilma (PT). ”A memória desse governador é bastante seletiva, parcial e conveniente. Será que ele não lembra que foi o PT e seus aliados que quebraram uma das maiores petrolíferas do mundo com os milionários esquemas de corrupção? Essa é uma das causas da crise instalada hoje”, retrucou João Gualberto, que prosseguiu. ”O governador está confundindo as siglas que apoiam o governo Temer. Foram os seus aliados de primeira linha, deputados do PR e do PP, partido do seu atual vice-governador, que votaram contra a denúncia para investigar Temer, acusado de corrupção passiva. Por que será? Pergunta ao governador Rui Costa porque seus principais companheiros do PT, seu partido, estão presos. Talvez a resposta a esse questionamento seja um dos pontos de convergência entre eles”, completou. As informações são do Bahia Notícias

Governo admite que subestimou potencial da paralisação e teme convulsão social

/ Brasília

Greve aumenta desgaste de Temer. Foto: Marcos Corrêa

O governo já avalia, nos bastidores, que subestimou o potencial da greve dos caminhoneiros e agora tem receio de que o movimento tome uma proporção semelhante à dos protestos de 2013, ressuscitando o ‘Fora Temer”. Em conversas reservadas, interlocutores de Michel Temer admitem que a paralisação aumentou o desgaste do presidente e há preocupação de que os protestos nas ruas, por causa do desabastecimento, se transformem em uma convulsão social. A portas fechadas, auxiliares de Temer reconhecem que demoraram a perceber a presença de empresários incentivando a continuidade do movimento, o chamado locaute, para obter a redução do preço do óleo diesel. Avaliam, ainda, que também demoraram a identificar o caráter político-partidário de parte dos manifestantes. Acuado, o governo agora teme as consequências da disputa entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). “Temos de colocar menos gasolina e mais diálogo sobre a greve”, disse Maia, ontem, após se reunir com Temer, no Planalto. O deputado fez questão de destacar que a Câmara e o governo têm “visões distintas” sobre a questão tributária. Foi de Maia a proposta aprovada pela Câmara, na semana passada, zerando o PIS/Cofins sobre o diesel. Com cálculos errados nas mãos, ele chegou a dizer que o custo dessa isenção seria de R$ 3,5 bilhões, quando, na realidade, ficaria em aproximadamente R$ 10 bilhões. As articulações de Maia, que é pré-candidato à Presidência, têm irritado cada vez mais o Planalto. Além disso, o governo identificou que simpatizantes do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se infiltraram na greve dos caminhoneiros. Há também apreensão com a promessa de greve de 72 horas dos petroleiros, anunciada para quarta-feira, 30. No diagnóstico do Planalto, esse movimento tem o apoio do PT e da CUT. “Há movimentos político-partidários que querem agudizar a crise e a população deve estar atenta a isso”, afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR). “Não dá para fazer disputa eleitoral em um momento como esse. Os petroleiros têm de discutir salário na data-base da categoria. A CUT e o PT, fazendo essa onda, estão prestando um desserviço à sociedade”, emendou o senador. A maior fragilidade de Temer, nos últimos dias, deu palanque à oposição. “O governo não está entendendo o que acontece fora do Planalto. A rua está dizendo que não aguenta mais pagar impostos. Não adianta reduzir preço do diesel. Isso tem de chegar ao preço do gás de cozinha”, afirmou o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). “É inevitável rever a política de preços da Petrobrás. Não acho correto assinarmos um cheque em branco para o governo, votando medidas provisórias sem discussão”, completou o deputado Orlando Silva (PC do B-SP). Além de enfrentar desgaste, o Planalto também contrariou o governador de São Paulo, Márcio França (PSB). No sábado, França propôs um acordo com os caminhoneiros muito parecido com o que Temer anunciou na noite de domingo. Candidato à reeleição ao Bandeirantes, França pediu ao presidente que a negociação fosse feita com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Temer, no entanto, enviou a São Paulo o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun. O Estado apurou que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, pré-candidato do MDB ao Bandeirantes, não gostou do protagonismo dado por Temer a França, seu adversário. No domingo, Marun não retornou a São Paulo e o acordo com os caminhoneiros foi anunciado pelo Planalto, sem qualquer crédito para o governador, que ficou aborrecido.

Senado fEDERAL aprova urgência para projeto que isenta óleo diesel de PIS/Cofins

/ Brasília

Após votar seis medidas provisórias (MPs) em uma segunda-feira (28) atípica, os senadores aprovaram, há pouco, o requerimento de urgência do projeto de lei que reonera setores da economia e contém um artigo que pode baratear o preço do diesel. Devido à crise gerada com a greve dos caminhoneiros, que já dura oito dias, os parlamentares imprimiram um ritmo acelerado de votações das MPs, e a maioria foi aprovada de forma simbólica.

Com a pauta livre, o Senado pode agora se debruçar sobre o projeto que retira a desoneração, ou seja, os benefícios fiscais concedidos pelo governo a 56 setores da economia. A matéria foi aprovada na semana passada pela Câmara após os deputados incluírem um trecho que estabelece alíquota zero do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) cobrados sobre o óleo diesel até o fim do ano. Embora não haja acordo em torno do projeto, os senadores já podem discuti-la em plenário a partir desta terça-feira (28).

Antes do requerimento de urgência, aprovado de forma simbólica, os parlamentares aprovaram cinco medidas provisórias enviadas pelo presidente Michel Temer e rejeitaram uma. Além do projeto que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi aprovada e encaminhada à sanção a matéria que autoriza a União a doar recursos ao Estado da Palestina para a restauração da Basília da Natividade. Durante as discussões, senadores criticaram medidas que podem gerar novos custos para os cofres públicos em meio à crise atual.

Apesar da urgência, não há consenso para a votação do projeto, tanto do lado do governo quanto da oposição. O líder do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), defende a retirada do trecho que isenta o diesel do PIS/Cofins, alegando que o fim do tributo pode gerar consequências negativa no repasse de recursos para as áreas sociais.

Para o líder do governo, Romero Jucá (MDB-RR), o momento é de “calma” e “equilíbrio” para que a situação seja resolvida de forma definitiva. Segundo Jucá, não adianta votar com pressa a proposta sem conversar previamente com os outros atores: os deputados, que podem novamente analisar o texto; e o governo, que poderia se comprometer com algum veto ao projeto. “A matéria será apreciada oportunamente”, limitou-se a dizer o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), logo após a aprovação do requerimento de urgência. Com informações da Agência Brasil

P&A/ Bahia Notícias: Rui lidera em todos os cenários e venceria eleições para governador no 1º turno

/ Bahia

Pesquisa coloca Rui Costa como favorito. Foto: Mateus Pereira

Diante de uma situação amplamente favorável à reeleição, o governador Rui Costa (PT) lidera todos os cenários para a disputa na Bahia em 2018. O petista, que deixou de enfrentar o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), considerado o mais competitivo da oposição, caminha para uma reeleição tranquila, ainda que haja o somatório das forças adversárias que, até a realização do levantamento P&A/ Bahia Notícias, estavam em separado. Mesmo na pesquisa espontânea, quando não são citados os nomes dos postulantes ao cargo, Rui possui uma margem expressiva de vantagem com relação a outros políticos. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 30 de abril, portanto, após o indicativo de que ACM Neto não seria mais candidato ao governo. No entanto, como os cenários de candidatura ainda não estão completamente definidos, foram testados diversos nomes, entre eles o de José Ronaldo (DEM) e João Gualberto (PSDB), que confirmaram a união na última sexta-feira (25), e a senadora Lídice da Mata (PSB), candidata à reeleição na Câmara Alta. O favoritismo do governador pode ser observado desde o primeiro questionamento relacionado à disputa pelo Palácio de Ondina, quando o entrevistador não apresentou nenhum nome aos 1.120 eleitores que participaram da pesquisa. O petista foi mencionado por 19%, quase seis vezes mais do que o segundo maior percentual dessa questão: ACM Neto foi citado por 3,2% dos entrevistados, porém não estará na disputa como candidato – o prazo final para deixar a prefeitura de Salvador foi encerrado no último dia 7 de abril e ele permaneceu no posto. O outro nome com percentual expressivo é o do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, avaliado como principal nome das oposições para participar da disputa eleitoral de 2018. O democrata apareceu como opção para 1,4% dos eleitores. O desencanto com a política também foi observado nesse cenário: 19,1% afirmaram que não votariam em ninguém. Como espaço para crescimento dos candidatos, todavia, 56,1% dos eleitores disseram não saber ainda em quem votar. Veja o gráfico da pesquisa espontânea: O primeiro cenário estimulado trouxe os nomes de Rui Costa, José Ronaldo, Lídice da Mata, João Henrique (PRTB), Marcos Mendes (PSOL) e João Gualberto. O governador também seria reeleito, de acordo com a pesquisa, por 47,9% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece o ex-prefeito de Feira de Santana, com 6,5% – a pesquisa foi realizada antes do anúncio de que DEM e PSDB marchariam unidos no pleito de outubro. Já a senadora Lídice da Mata, que se apresenta como candidata à reeleição na Câmara Alta, receberia votos de 4,9% dos eleitores. Considerando a margem de erro, João Henrique (1,7%), Marcos Mendes (0,7%) e João Gualberto (0,5%) estariam empatados tecnicamente. Nesse cenário, 15% disseram ainda não saber em quem votar e 22,7% afirmaram não votar em nenhum dos nomes citados. O segundo cenário excluiu o nome de Lídice da Mata e de João Henrique e manteve os outros quatro políticos, Rui Costa, José Ronaldo, Marcos Mendes e João Gualberto. Com esses postulantes, Rui Costa aparece com 51% das intenções de voto, enquanto José Ronaldo é opção para 6,8%. Marcos Mendes e João Gualberto empatam numericamente, sendo citados por 0,8% dos pesquisados. Não souberam em quem votar 15,8% e 24,8% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos citados. Por último, a pesquisa P&A/ Bahia Notícias testou ainda um embate direto entre Rui Costa e José Ronaldo, o equivalente a um segundo turno entre os dois candidatos com melhor pontuação nas pesquisas. Nesse caso, o petista seria opção para 50,8% e o democrata receberia votos de 7,1% dos eleitores. O número de pessoas que afirmaram não votar em nenhum dos dois foi o maior dos cenários estimulados: 26%. Já 16,2% não souberam responder. O levantamento ouviu 1.120 eleitores entre os dias 24 e 30 de abril e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-04607/2018. Possui margem de erro de 3% para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95,5%. Do Bahia Notícias

Lula lidera intenções de voto na Bahia; Marina fica em primeiro com petista fora da disputa

/ Política

Lula lidera pesquisa mesmo preso desde abril. Foto: Ricardo Stuckert

Mesmo preso desde o último dia 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o candidato com maior percentual de intenções de voto na Bahia, de acordo com o levantamento P&A/ Bahia Notícias. O petista aparece à frente dos adversários tanto no cenário espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos postulantes, quanto no questionário estimulado. Na ausência dele na disputa, a ex-ministra Marina Silva (Rede) é a maior beneficiária, chegando a registrar o dobro do percentual de intenção de votos do segundo colocado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). Na pesquisa espontânea, Lula é citado por 31,8% dos baianos, quase oito vezes mais do que o segundo colocado nesse cenário, Jair Bolsonaro, com 4,6% das intenções de voto. A Bahia é considerado um território favorável ao petista conforme os históricos das últimas eleições, o que explica o percentual amplo com relação aos adversários em todos os levantamentos. Quando não são citados os nomes dos postulantes, também aparecem como opção para os baianos Marina Silva, para 1,2%, o ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB), que desistiu do pleito e aparece com 0,9%, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com o mesmo percentual (0,8%), Álvaro Dias (Pode), para 0,4%, e Geraldo Alcmin (PSDB), para 0,3%. Não souberam 43,8% dos entrevistados e 14,5% não votariam em ninguém. No cenário estimulado que mantém o ex-presidente Lula na disputa, o petista receberia 57,2% dos votos dos entrevistados, muito à frente dos demais candidatos citados. Jair Bolsonaro ficaria com 7,8%, Marina Silva com 6,4%, Joaquim Barbosa com 4,6%, Ciro Gomes com 3,2%, Geraldo Alckmin com 1,1%, Álvaro Dias com 0,9%, Rodrigo Maia (DEM) com 0,8%, Guilherme Boulos (PSOL) com 0,3% e Aldo Rebelo (SD) com 0,1%. Para 13% dos eleitores, nenhum desses nomes receberia o voto, e 4,6% não souberam. A ausência de Lula no processo eleitoral beneficiaria na Bahia, principalmente, a ex-ministra Marina Silva. Candidata à Presidência da República em 2010 e 2014, Marina receberia 18,2% dos votos dos baianos, enquanto o segundo colocado, Jair Bolsonaro, ficaria com 9,2%. A segunda posição, todavia, teria um empate técnico considerando a margem de erro de três pontos percentuais. Ciro Gomes, com 8,6% das intenções de voto, e Joaquim Barbosa, com 8,1%, estariam com percentuais muito próximos de Bolsonaro. Neste cenário, Geraldo Alckmin teria 3,2%; Rodrigo Maia 1,5%; Álvaro Dias 1,4%; Fernando Haddad como substituto de Lula no PT 1,1%; Aldo Rebelo e Guilherme Boulos receberiam 0,4%. Não souberam responder 10,4% e 37,5% não votariam em nenhum dos candidatos. Quando o substituto de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto é o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, Marina Silva também estaria à frente entre os eleitores baianos. Ela é citada por 17,4% dos entrevistados e Wagner teria 3,2% das intenções de voto. Assim como no cenário anterior, a segunda colocação teria um empate técnico entre Bolsonaro (9,5%), Ciro Gomes (8,6%) e Joaquim Barbosa (8,1%). Geraldo Alckmin teria um percentual muito próximo ao de Wagner, com 3%. Os demais candidatos seriam opção de voto para percentuais abaixo de 2%, conforme gráfico abaixo. Para 36,2% dos eleitores, nenhum dos candidatos mereceria o voto e 10 não souberam responder. O último cenário para a Presidência da República testado pelo levantamento P&A/ Bahia Notícias apresentou um número mais restrito de candidatos. Também nesse questionário, Marina Silva também lideraria na Bahia, com 21,4% das intenções de voto. No entanto, mesmo com empate técnico, há uma mudança na segunda posição. Ciro Gomes seria opção para 11% dos entrevistados, enquanto Jair Bolsonaro para 10,6%. O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ficaria com 3,9% das intenções de voto e Fernando Haddad e Guilherme Boulos teriam 1% cada. Com o número de candidatos mais restrito, 10,7% dos eleitores não souberam responder e 40,4% não votariam em nenhum dos candidatos. O levantamento ouviu 1.120 eleitores entre os dias 24 e 30 de abril e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-04607/2018. Possui margem de erro de 3% para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95,5%. Do Bahia Notícias

 

 

 

Prefeito ACM Neto garante 100% da frota de ônibus durante uma semana em Salvador

/ Bahia

Estoque de Neto deve durar uma semana. Foto: Valter Pontes

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), garantiu na manhã dessa segunda-feira (28), durante entrevista, que a prefeitura conseguiu abastecer os ônibus e que o estoque deve durar ainda uma semana. ”Temos gasolina para rodar durante uma semana com 100% da frota”. Salvador entra nessa segunda no oitavo dia de greve dos caminhoneiros.

Ministro do STF se reúne com PF e Exército para tratar da paralisação dos caminhoneiros

/ Justiça

Alexandre de Moraes discute greve nacional. Foto: STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deve se reunir hoje (28) com o comando da Polícia Federal (PF), do Exército e com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para tratar da liminar que autorizou o desbloqueio, com uso de força policial, das rodovias do país, paralisadas pelo movimento nacional de caminhoneiros. Às 16h, Alexandre de Moraes vai receber, em seu gabinete, o diretor-geral da Polícia Federal Rogério Galloro. Em seguida, às 17h30, a reunião será com o comandante do Exército, general Villas Boas e, às 19h, com o ministro Raul Jungmann. Na liminar proferida na sexta-feira (25), o ministro do STF entendeu que o movimento dos caminhoneiros abusou de seus direitos constitucionais e provocou ”efeito desproporcional e intolerável” no país. ”O quadro fático revela com nitidez um cenário em que o abuso no exercício dos direitos constitucionais de reunião e greve acarretou um efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade, que depende do pleno funcionamento das cadeias de distribuição de produtos e serviços para a manutenção dos aspectos mais essenciais e básicos da vida social”, afirmou o ministro.

Enem: Começa o prazo para que travestis e transexuais solicitem uso do nome social

/ Educação

Começa hoje (28) o prazo para que transexuais e travestis possam solicitar a identificação pelo nome social no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A solicitação deve ser feita na Página do Participante até o dia 3 de junho. O participante deve informar CPF, senha e o nome social usado. Devem ser anexados os documentos comprobatórios da condição que motiva a solicitação de atendimento pelo nome social. Será necessário anexar fotografia atual nítida, individual, colorida, com fundo branco que enquadre desde a cabeça até os ombros, de rosto inteiro sem o uso de óculos escuros e artigos de chapelaria, tais como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares; cópia digitalizada da frente e do verso de um dos documentos de identificação oficial com foto e cópia assinada e digitalizada do formulário de solicitação. Os documentos serão aceitos somente nos formatos PDF, PNG ou JPG, no tamanho máximo de 2MB. Após apresentar as informações solicitadas, o participante deverá, então, clicar no botão “visualizar” e imprimir o formulário de solicitação. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) orienta que os documentos devem ser legíveis para que não haja o risco de serem considerados inválidos para comprovação do atendimento. As solicitações que não forem aceitas poderão ser consultadas na Página do Participante. Nesse caso, o candidato será informado pelo e-mail cadastrado para que envie um novo documento comprobatório no prazo de cinco dias. No ano passado, 303 pessoas fizeram a solicitação para uso do nome social no Enem. O atendimento pelo nome que a pessoa se identifica teve início no Enem de 2014, quando 102 pessoas usaram o nome social durante a aplicação da prova. Em 2015, esse número passou para 278 e, em 2016, para 407. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro. Os resultados serão divulgados em janeiro. As notas podem ser usadas para ingresso no ensino superior e para acesso a programas do governo federal como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Bahia goleia o freguês Vasco na Arena Fonte Nova e deixa a zona de rebaixamento do Brasileiro

/ Esporte

Tricolores massacraram o Vasco. Foto: Agência A Tarde

A definição de ”freguês” foi atualizada com sucesso. Pela terceira vez consecutiva — uma no ano passado e duas neste —, o Bahia aplicou 3 a 0 no Vasco, neste domingo (27), na Arena Fonte Nova. Com gols de Élber, Zé Rafael e Régis, o tricolor cresceu dentro do jogo e se aproveitou dos desfalques e da falta de entrosamento do time cruzmaltino. Embora a equipe carioca não seja exatamente um grande parâmetro de qualidade, o triunfo deixa vários pontos positivos: o primeiro foi a ótima atuação de Élber, confirmada com o primeiro gol no Bahia, em pleno aniversário de 26 anos. O segundo, a possibilidade de um ‘plano B’ tático em jogos nos quais o Esquadrão tenha campo para jogar: Régis, que entrou no lugar de Júnior Brumado, comandou um Esquadrão sem centroavante no 2º tempo. Os três pontos conquistados são especialmente importantes porque o tricolor tem dois duros desafios pela frente: na quinta (31), pega o líder Flamengo, no Maracanã, e, domingo que vem, recebe o Grêmio na Arena Fonte Nova.

Governo cede e aguarda fim da paralisação dos caminhoneiros; diesel terá redução de R$ 0,46

/ Brasília

O governo federal cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro. A proposta foi anunciada na noite deste domingo (27) pelo presidente Michel Temer, que fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto. A título de comparação, o presidente disse que esse desconto equivale a zerar as alíquotas da Cide e do PIS/Cofins. Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto. O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário. Essas determinações deverão constar em medidas provisórias a serem publicadas em edição extra no Diário Oficial da União. A expectativa do Palácio do Planalto é que a paralisação, que já dura sete dias e causa enormes prejuízos e transtornos em todo o país, termine logo. ”Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão nobre de cada trabalhador no setor de cargas. Durante toda esta semana, o governo sempre esteve aberto ao diálogo e assinamos acordo logo no início. Confirmo a validade de tudo que foi acertado”, afirmou o presidente. Temer disse que, nas últimas 48 horas, o governo avançou na negociação dessas novas medidas. ”Assumimos sacrifícios sem prejudicar a Petrobras.” Ele destacou disse que o congelamento valerá por 60 dias e, a partir daí, só haverá reajustes mensais. “Cada caminhoneiro poderá planejar seus custos. Atendemos todas as reivindicações”, ressaltou o presidente. A equipe econômica foi chamada ao Palácio do Planalto para calcular o impacto das novas vantagens concedidas ao setor. Durante todo o dia, custos, cortes e compensações foram avaliados. Além de restrições orçamentárias, empecilhos legais tiveram de ser examinados. Na primeira rodada de negociações com os caminhoneiros, quando se acordou que a Petrobras baixaria em 10% o preço do diesel nas refinarias durante 30 dias, e os caminhoneiros fariam uma trégua de 15 dias na paralisação, o Ministério da Fazenda estimou em R$ 5 bilhões o valor das compensações do Tesouro Nacional à estatal. Agora, com a validade do congelamento do preço nos postos – e não na refinaria – pelo dobro do tempo, as despesas serão proporcionalmente elevadas. Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, as reivindicações custarão R$ 10 bilhões ao Tesouro.