Deputado Cláudio Cajado atribui saída do DEM à decisão de ACM Neto, de não ser candidato

/ Política

Deputado Cajado trocou o DEM pelo PP. Foto: Reprodução

O deputado federal Cláudio Cajado falou nesta segunda-feira (24), sobre a troca do DEM pelo PP, sigla que faz parte da base de apoio do governador Rui Costa (PT). De acordo com o novo pepista, a se deu após a decisão do prefeito de Salvador, ACM Neto, que desistiu de ser candidato ao Governo do Estado. ”Eu sentia que Neto não poderia ser candidato a governador. Tivemos algumas conversas em que ele apresentava 10 motivos para não ser candidato e um para ser. Diante dessas condições, eu não acreditava em um plano B. Ele se colocou como um líder das oposições, tinha na imagem de prefeito um case de sucesso. As condições eram favoráveis”, avaliou Cajado em entrevista à Rádio Metrópole. ”Ele tinha condições de disputar em pé de igualdade. Tinha tempo de televisão, recurso para campanha… Eram razões que me deixavam na dúvida. Mas deixei claro que, se ele não fosse candidato, eu sairia do partido, porque eu não acreditaria em outro nome. Nós fomos aguardando, disse que ia dar uma posição no fim de março, não deu, vou dar dia 16, 20… O tempo foi passando e próximo ao prazo de desincompatibilização. Eu vi que as condições não estavam sendo favoráveis […]. Do ano passado para cá, comecei a ter dificuldade de falar com ele e essa é uma reclamação constante de quem tenta esse contato”, completou.

Gasolina sobe em 16 Estados do Brasil, diz ANP; preço avança 0,17% na média nacional

/ Economia

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros subiu em 16 Estados na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Em outros nove Estados e no Distrito Federal houve queda nos preços médios do combustível de petróleo. No Amazonas os valores permaneceram estáveis. Na média nacional, houve alta nos preços médios entre as semanas de 0,17%, de R$ 4,208 para R$ 4,215. Em São Paulo, maior consumidor do País e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina recuou 0,05% na semana passada, de R$ 4,008 para R$ 4,006, em média. No Rio de Janeiro, o combustível saiu de R$ 4,712 para R$ 4,727, em média, avanço de 0,32%. Em Minas Gerais houve leve alta no preço médio da gasolina de 0 02%, de R$ 4,485 para R$ 4,486 o litro.

Brasília: Medida Provisória que ajusta reforma trabalhista perde validade nesta segunda-feira

/ Brasília

A Medida Provisória 808 – que prevê ajustes na reforma trabalhista – perde a validade nesta segunda,23. Para virar lei, o texto precisaria ser aprovado pelo Congresso, mas o prazo não foi cumprido. Com a queda da MP haverá uma série de alterações nas regras trabalhistas novamente, avaliam advogados com atuação intensa na área. O advogado Carlos Eduardo Dantas Costa, por exemplo, diz que uma das principais mudanças versa sobre a aplicação das regras da reforma trabalhista nos contratos de trabalho. “Na época da reforma trabalhista, houve uma série de posições defendendo que sua aplicação só se daria para contratos novos. Embora não houvesse necessidade, a MP previu expressamente a aplicação da reforma trabalhista para contratos vigentes. Com a queda da MP, esses questionamentos voltarão e, agora, com um argumento novo: o de que era a MP que assegurava a aplicação da reforma aos contratos vigentes”, detalha Dantas Costa, sócio do Peixoto & Cury e professor da FGV-SP. O advogado também menciona a obrigação de o empregador entregar ao empregado os comprovantes de recolhimento de FGTS e INSS. “A MP criou essa obrigação que, até então, não existia. Na prática, isso é muito difícil de ser operacionalizado pelas empresas. Com a MP caindo obrigação deixa de existir”, diz. Carlos Eduardo Dantas Costa aponta, ainda, a questão da jornada de trabalho 12×36. “Pela MP, a jornada deveria ser pactuada necessariamente por acordo ou convenção coletiva, salvo para empresas do setor de saúde. Com a queda da MP, o acordo 12×36 volta a ser admitido por acordo individual, ou seja, diretamente entre empresa e empregador.” Leia mais no Estadão.